Quarta-feira, Julho 01, 2009

Decreto Estadual nº 53.939, de 06 de janeiro de 2009.

Por Marcelo Acuña Coelho, 01/07/2009.

Dispõe sobre a manutenção, recomposição, condução da regeneração natural, compensação e composição da área de Reserva Legal de imóveis rurais no Estado de São Paulo e dá providências correlatas.

Publicado no D.O. do Estado de São Paulo, em 07 de janeiro de 2009, o Decreto Estadual nº 53.939, de 06 de janeiro de 2008, dispõe sobre a manutenção, recomposição, condução da regeneração natural, compensação e composição da área de Reserva Legal (R.L.) de imóveis rurais no Estado de São Paulo.

Pelo referido decreto, a manutenção, recomposição, condução da regeneração natural, compensação e composição da área de reserva legal das propriedades ou posses rurais no Estado de São Paulo reger-se-ão pelo disposto nos arts. 16, 44, 44-A, 44-B e 44-C do Código Florestal (Lei Federal nº 4.771/1965, com a redação dada pela Medida Provisória nº 2.166-67/2001), pela Lei Estadual Paulista nº 12.927/2008 e demais normas fixadas no citado decreto.

Cada imóvel rural deverá reservar área de, no mínimo, 20% (vinte por cento) da propriedade ou posse, destinada à constituição da R.L. A localização da reserva em apreço deverá ser aprovada pelo Departamento Estadual de Proteção dos Recursos Naturais (DEPRN), considerando zoneamentos econômico-ecológicos e ambientais existentes, Planos Diretores Municipais, Planos de Bacia Hidrográfica, mapa de Áreas Prioritárias para o Incremento de Conectividade elaborado no âmbito do Projeto de Diretrizes para a Conservação e Restauração da Biodiversidade no Estado de São Paulo (Programa BIOTA/FAPESP, 2007) e a proximidade com outras áreas de R.L., áreas de preservação permanente e Unidades de Conservação visando à formação de contínuos de vegetação e corredores de biodiversidade. A área de R.L. deverá ser averbada à margem da matrícula do imóvel no Cartório de Registro de Imóveis, mediante Termo de Responsabilidade de Preservação da Reserva Legal emitido pelo DEPRN. No caso de posse, a R.L. é assegurada por Termo de Ajustamento de Conduta (T.A.C.) firmado entre o possuidor e o DEPRN, com força de título executivo e contendo, no mínimo, a localização, características da área a ser preservada e a proibição da supressão da vegetação, aplicando-se, no que couberem, as demais disposições do decreto em tela.

Por este regulamento, as Áreas de Preservação Permanente (APP), definidas no artigo 1º, parágrafo 2º, inciso II, do Código Florestal, poderão ser computadas para efeito de cálculo do percentual da R.L. quando a soma da vegetação nativa em Áreas de Preservação Permanente e R.L. exceder a 25% (vinte e cinco por cento) da propriedade, no caso de pequenas propriedades, e 50% (cinqüenta por cento), no caso das demais propriedades. A inclusão de Áreas de Preservação Permanente (APP) no cômputo da Reserva Legal não poderá ser admitida se implicar conversão de novas áreas para usos alternativos do solo. Referida inclusão não altera as restrições legais que incidem sobre estas áreas.

Seminário discute direitos sociais e ambientais no setor sucroalcooleiro brasileiro.

Com a presença dos prinicipais atores do setor brasileiro bem como observadores internacionais, será realizado em São Paulo, nos dias 23 e 24 de julho, o III Seminário Científico Açúcar Ético. O evento é uma iniciativa da organização internacional Açúcar Ético, com apoio de vários organismos e entidades públicos e privados brasileiros e terá lugar no Hotel Braston (Rua Augusta, 467), com o tema direitos sociais e ambientais no setor sucro alcooleiro. Já estão abertas as inscrições pelo website: http://seminario-cientifico-brasileiro.acucar-etico.org/

O Brasil é o primeiro país produtor mundial de açúcar e o segundo produtor de etanol. No País, o setor sucroalcooleiro emprega 1.3 milhões de trabalhadores, grande parte desse contingente no corte da cana. Essa cadeia da cana-de-açúcar tem peso cada vez mais importante no comércio exterior brasileiro. A mecanização, as migrações de trabalhadores, as condições de trabalho, o modelo de produção, as certificações, a expansão das culturas, as evoluções tecnologicas são assuntos que merecem ser discutidos para o fututo do setor. Essa é a unica maneira de reduzir as problemas sociais e ambientais e de impedir outros ; mas tambem é assim que se construirá uma cadeia economicamente sustentável.

O seminario contara com a presença de varios atores do setor, dentre os quais : palestrantes de ministerios, a UNICA - União da Industria de Cana de Açucar- ; a CONTAG - Confederação dos Trabalhadores na Agricultura e FERAESP - Federação dos Empregados Rurais Assalariados no Estado de São Paulo – o GERHAI - Grupo de Estudos em Recursos Humanos na Agro Industria - o Instituto ETHOS, além de representantes internacionais como a VANI (Voluntary Action Network India) da India, a SANGOCO (South African National NGO Coalition) da Africa do Sul e a WWF da Guyana Francesa - França.

Cana-de-açúcar: pesquisadores avaliam produção de combustivel para aviação.




Último Segundo - ultimosegundo.ig.com.br, 01/07/2009.


A cana-de-açúcar abre novas perspectivas energéticas, além da produção de etanol, podendo servir de matéria-prima para a produção de combustível para a aviação. A afirmação é do consultor de emissões e tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Alfred Szwarc, ao comentar sobre estudo divulgado pela Boeing e um time de empresas da indústria da aviação, que mostra que os biocombustíveis têm um desempenho melhor em relação ao combustível tradicional, querosene de aviação a base de petróleo.

Segundo Szwarc, processos inovadores de conversão dos açúcares contidos na cana em hidrocarbonetos estão em fase de desenvolvimento, utilizando diversas rotas tecnológicas. Pesquisadores que trabalham nesses projetos alegam que além de biocombustíveis semelhantes à gasolina e óleo diesel, também é possível obter um produto similar ao querosene de aviação. "Obviamente, temos ainda um caminho a percorrer, com a demonstração da viabilidade técnica e econômica desses processos para produção em escala comercial do bioquerosene, bem como, a comprovação de que o produto atende os requisitos técnicos para o seu uso. De todo modo, abre-se de uma possibilidade muito interessante para a aviação civil, responsável por cerca de 5% das emissões globais de gases de efeito estufa, em reduzir as emissões de carbono".

O estudo denominado Avaliação de Querosene Sintética Bio-Derivada (Evaluation of Bio-Derived Synthetic Paraffinic Kerosene - Bio-SPK) reproduziu uma série de testes em laboratório, em solo e durante os vôos, conduzidos entre 2006 e 2009, que indicaram que os combustíveis testados (Bio-SPK) tiveram desempenho tão bom, ou melhor, do que o combustível tradicional. Os testes foram realizados em turbinas de aviação comercial utilizando misturas de até 50% querosene de aviação a base de petróleo (Jet A/Jet A-1) e 50% de biocombustível.

Os testes revelaram ainda que a mistura de combustíveis Bio-SPK possuem mais energia do que o tradicional querosene de aviação a base de petróleo.

Combustíveis renováveis estão sendo considerados na aviação devido a sua alta redução de gases de efeito estufa.

Hoje a aviação civil, como outros importantes setores da economia, se defronta com o desafio de mitigar as emissões dos gases responsáveis pelo aquecimento global e diminuir a dependência do petróleo, afirmou Szwarc.

Segundo o diretor de estratégia ambiental da Boeing Aviações Comerciais (Boeing Commercial Airplanes), Bill Glover, os resultados obtidos são muito gratificantes. Todos da equipe estão trabalhando para fazer dos biocombustíveis uma solução real na redução da pegada de carbono da aviação, e esses resultados nos deixa mais perto deste objetivo.

O relatório é endossado pela Boeing, pela empresa que desenvolve tecnologia em combustíveis, UOP, pela CFM International, pela Honeywell e pelas fabricantes de turbinas, GE Aviation, Pratt & Whitney, Rolls-Royce. Além das companhias aéreas, Air New Zealand (ANZ), Continental Airlines (CAL), Japan Airlines (JAL) e Virgin Atlantic.

O portal Biofuels Digest divulgou ainda que estas empresas estão a caminho da certificação de biocombustíveis para uso na aviação, previsto para até o final de 2010. De acordo com entrevista concedida ao portal, Billy Glover afirmou que o grupo está preparando um requerimento para a ASTM International, organização que desenvolve padrões técnicos, que vai qualificar o combustível Bio-SPK.

As informações partem da assessoria de imprensa da Unica.

Aumenta área de cana colhida com máquina.



O Estado de São Paulo, 01/07/09.

Levantamento do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) aponta que, entre abril e maio, os dois primeiros meses da safra 2009/2010, a colheita mecânica foi feita em 62% da área de cana no Centro-Sul e 67% da área paulista. No mesmo período da safra passada, a colheita mecânica atingiu 53% no Centro-Sul e 57% em São Paulo, maior Estado produtor.

O avanço da colheita mecânica não significa que a queima da palha da cana-de-açúcar tenha recuado na mesma proporção. Os dados do CTC mostram que 49% das áreas colhidas em São Paulo eram de cana crua, ante 47% em igual período do ano passado. No Centro-Sul, o índice de colheita sem queimadas saltou 42% para 43% se comparados os mesmos períodos.

O gerente-geral de Produtos do CTC, Luiz Antonio Dias Paes, explica que a existência de muitos equipamentos antigos nas propriedades leva à necessidade de queima antes de iniciar a colheita mecânica.

Os destaques entre os Estados com maior mecanização da colheita da cana-de-açúcar até maio são Goiás e São Paulo (67%); Mato Grosso do Sul (64%) e Minas Gerais (53%). "Em São Paulo os produtores se prepararam para o protocolo do setor sucroalcooleiro assinado com o governo, que prevê 100% de colheita sem queimadas até 2014. Nos outros Estados, a colheita mecânica avança porque normalmente são em áreas de expansão, com usinas novas, que não usam colheita manual."

O destaque negativo é o Estado do Paraná, segundo maior produtor de cana do País, cujas lavouras de 16 unidades avaliadas registraram índice de queima da palha de 97% até maio, estável em relação a igual período do ano passado, e onde a colheita mecânica atingiu 22% das lavouras, ante 15% em igual período de 2008/2009. "De fato, no Paraná, por ser um Estado chuvoso, a colheita mecânica é mais difícil, pois a umidade interfere na colheita e também atrapalha a entrada da máquina na lavoura", concluiu Paes.

Estratégia em etanol.




Gazeta de Piracicaba, 01/07/09.

Se tem um assunto que o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, graduado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), e professor-doutor da Faculdade Getúlio Vargas (FGV), uma das maiores do mundo, mais conhece e gosta de comentar em seus discursos, sempre empolgantes e incisivos, é sobre o futuro dos biocombustíveis.

Ontem (30), durante a cerimônia de abertura da sétima edição do Simpósio Internacional e Mostra de Tecnologia da Agroindústria Sucroalcooleira (Simtec), na qual falou observado por uma plateia atenta, grande parte dela formada por amigos, entre eles o ex-prefeito Humberto de Campos, entre outras personalidades, Rodrigues sugeriu a criação de uma Secretaria Nacional de Agroenergia.

A estratégia em combustíveis renováveis, a exemplo do etanol, que falta ser definida no Brasil, já é realidade em vários pontos do mundo. Sempre sorridente, Rodrigues só mudou o tom - exibiu uma expressão mais enfática - quando listou números que servem de exemplo para o que denomina de ausência de audácia do Brasil.

“Perguntem como será o País nos próximos anos em etanol. As respostas serão diferentes. Os Estados Unidos, por outro lado, já sabem que, em 2022, precisarão de 132 bilhões de litros de álcool. Claro que essa quantidade não poderá ser produzida apenas por eles, mas já há uma linha bem-traçada. Por aqui, temos gente patriótica, séria, mas que não se conversa. Temos 12 Ministérios cuidando de tecnologia no Brasil”, observa. “Necessitamos vender inteligência, produzir mais carros flex, construir usinas inteiras, vender aquilo que aprendemos e fazer o que ninguém aprendeu. Só vender etanol não cabe mais. Quanto à cana, tem gente plantando até no quintal de uma igreja”, frisa.

A carência de estratégia mencionada pelo ex-ministro, que comandou a Agricultura brasileira de 2003 a 2006, pode provocar sérios riscos à nação que tem tudo, segundo o expert, para mudar a geopolítica mundial. “Lula é um bom garoto-propaganda do etanol, mas não aposta em projetos. É uma pena”, lamenta.

‘Demanda de carros explodirá’

O professor-doutor Roberto Rodrigues não tem dúvidas de que a demanda por carros ‘explodirá’ em pouco tempo. “Isso é absolutamente irrecorrível. Nesse caso, o Brasil teria a magnífica chance de mudar a matriz energética mundial”, opina.

A gasolina, segundo o ex-ministro, é 89% mais poluidora, em gás carbônico, que o etanol. Porém, 27% de toda a emissão do gás é feita por veículos. Qualquer redução desse nível seria muito boa, ainda de acordo com Rodrigues, para atenuar os maléficos efeitos do aquecimento global. Mas um problema ronda todo esse panorama.

Se de um lado, os Estados Unidos, a União Européia e Japão contam com 60 veículos para atender um grupo de cada 100 habitantes, na Índia e na China, que abocanham um terço da população do planeta, existem três veículos para cada 100 pessoas. “Fatalmente, Índia e China comprarão mais”, salienta.

“Se antes vivíamos a era da segurança alimentar, agora estamos na era da segurança energética. Comida todos produzem, mas agroenergia, não. Sem sol, que existe em abundância no Brasil, não há agroenergia. O mundo olha com interesse para o País”, diz.

Número

12 Ministérios cuidam de tecnologia no Brasil

Luciano de Almeida anuncia planta-piloto de gaseificação

Não menos eloquente que o discurso do ex-ministro, a fala do secretário-adjunto do Desenvolvimento do Estado, Luciano Tavares de Almeida, que ontem representou o governador José Serra (PSDB), foi direta ao ponto.

Para começar, o ex-secretário municipal de Indústria e Comércio, considerado o melhor colaborador da primeira gestão do prefeito Barjas Negri (PSDB), enalteceu a coragem dos organizadores do Simtec. “È algo corajoso porque vivemos uma crise que preocupa pela falta de crédito e pelo fato de que o etanol não é fato consumado na Europa e na Ásia. Mesmo os Estados Unidos restringem o álcool brasileiro com barreiras comerciais. Precisamos encontrar alternativas urgentemente”, observa.

Segundo Almeida, que aproveitou a ocasião para cobrar do secretário municipal de Governo, José Antônio de Godoy, a instalação rápida do Parque Tecnológico justamente para facilitar a atração de empresas ligadas ao setor, o Estado anunciou a liberação de R$ 1 bilhão para os próximos 10 anos. São recursos voltados ao fomento de novas estratégias. Quanto ao Parque Tecnológico, segundo Almeida, R$ 6 milhões já teriam sido liberados. “Vou conversar com o prefeito para saber o que está acontecendo”, disse, durante coletiva à imprensa.

A tendência é a agroenergia que passa pela produção de remédios, plásticos e energia que será capaz de movimentar carros num futuro muito próximo. “Não teremos mais combustível líquido daqui pra frente, mas precisamos correr porque, senão, daqui a pouco, vamos pagar pelo álcool de segunda geração que poderia ser prospectado aqui. Tudo será com base na energia. Um carro elétrico, para se ter uma ideia, já é comercializado a 22 mil dólares”, frisa.

CAMINHO. A rota térmica pode não ser o que Luciano de Almeida denominou de ‘salvação da lavoura’, embora seja o caminho mais fértil. Tanto assim que, no caminho da bioenergia, deve ser implantada em 2010, na cidade, uma planta-piloto de gaseificação a partir da biomassa da cana.

O volume de recursos que será investido é grandioso. Algo em torno de 30 milhões de euros, numa expertise do IPT e outros parceiros. “Quando se faz a gaseificação, na sequência é possível separar subprodutos do jeito que for possível, incluindo a gasolina, o diesel, plástico, entre outros.

O etanol serviria para a geração de energia, projeto nem um pouco futurista, avisa o secretário. “Precisamos gerar energia. É pra já!’, enfatiza.

POLO. O fim do Polo Nacional de Biocombustíveis, criado em 2004 em Piracicaba por Lula e avalizado por Roberto Rodrigues, foi comentado pelo professor. “Espero que a incorporação (do núcleo) a esferas estaduais não reverta em perdas”, argumenta. O diretor da Esalq, Roque Dechen, confirma que um plano de ação para o novo Polo sairá em dois meses.

Lula promete aos africanos ajuda na revolução verde.




Agência AFP, 01/07/09.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu nesta quarta-feira aos países africanos ajudá-los a fazer sua "revolução verde", na abertura da reunião de cúpula da União Africana (UA) em Sirte (Líbia), cujo tema oficial é o desenvolvimento agrícola.

Em um discurso para os chefes de Estado africanos, Lula defendeu a "revolução" dos biocombustíveis e a produção dos mesmos, a partir por exemplo da cana-de-açúcar para que a África produza etanol.

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de etanol, atrás dos Estados Unidos, mas é o maior exportador do planeta.

No discurso, Lula também defendeu o reforço da cooperação sul-sul "como força de ataque contra as iniquidades que persistem na ordem mundial".

"Nós temos com a África desafios de desenvolvimento similares", declarou Lula, que citou a luta contra a fome e a pobreza, assim como o fornecimento suficiente de alimentos à população.

Lula também manifestou o "compromisso de ajudar a África a promover sua própria revolução verde", que "não deve ser feita sem a agricultura familiar, e que deve criar empregos".

O anfitrião do evento, o líder líbio Muammar Kadhafi, afirmou que a ideia de potencilizar os biocombustíveis parece "interessante, desde que isto não se faça em detrimento da comida".

O líbio aceitou, no entanto, em nome da UA, uma proposta de Lula de organizar no Brasil uma reunião com os ministros africanos da Agricultura.

O presidente do Brasil é o convidado oficial da 13ª reunião de cúpula da UA. Outros dois convidados, o presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad e o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, desistiram de participar no último momento.

Copersucar: Empresa investirá R$ 1 bi em logística.




Valor Econômico, 01/07/09.

A Copersucar planeja investir nesta safra 2009/10 cerca de R$ 1bilhão, informou Luís Roberto Pogetti, novo presidente de administração do grupo. Boa parte desses recursos será destinado à Uniduto, empresa na qual a companhia tem participação de 26%, em parceria com outras usinas, entre elas a Cosan. A Uniduto foi criada com o objetivo de construir alcooldutos. Outra parte deverá ser aplicada em modais ferroviários para o escoamento da produção de açúcar e álcool no mercado interno.

Com faturamento da ordem de R$ 4,8 bilhões na safra 2008/09, as usinas acionistas da Copersucar processaram 67,6 milhões de toneladas de cana no período, produziram 3,68 bilhões de litros de álcool e 3,2 milhões de toneladas de açúcar. Para a nova safra, a 2009/10, a Copersucar estima uma receita da ordem de R$ 6,6 bilhões, com o esmagamento de 78,6 milhões de toneladas de cana.

Criada em 1959, a Copersucar, antes Cooperativa de Produtores de Cana-de-açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo, contava apenas com dez usinas paulistas e duas entidades regionais, entre elas cooperativas de produtores de Piracicaba e Ribeirão Preto. A de Piracicaba era presidido por Virgolino de Oliveira, pai de Hermelindo Ruete. Na década de 70, a Copersucar teve mais de 100 associadas e foi uma das patrocinadoras da Fórmula 1.

Hoje, a companhia trilha um caminho com foco na infraestrutura logística no país e busca maior mercado no exterior. No ano passado, fechou contratos de exportação de álcool para o Japão e atualmente quer ampliar seus domínios nos EUA. Em 2008/09, a empresa exportou quase 1 bilhão de litros de álcool e 2,5 milhões de toneladas de açúcar de suas usinas acionistas.


Gestão da Copersucar já é 100% profissional.




Valor Econômico, 01/07/09.

Quase um ano depois de se tornar uma empresa S.A. (Sociedade Anônima), a Copersucar decidiu profissionalizar totalmente sua gestão. A decisão foi anunciada ontem durante assembleia com seus acionistas. Hermelindo Ruete de Oliveira, presidente do conselho de administração da companhia e acionista, deixa o cargo após seis anos, passando o bastão para Luís Roberto Pogetti, que estava na presidência-executiva. Paulo Roberto de Souza, diretor comercial do grupo, assume a posição antes ocupada por Pogetti.

A decisão de profissionalizar totalmente a empresa, incluindo a presidência do conselho de administração, faz parte de uma estratégia mais ambiciosa. Mais independente e com uma gestão totalmente transparente, a Copersucar quer atrair novos sócios para expandir os seus negócios. Como uma S.A., as usinas do grupo deixaram de ser associadas à cooperativa para tornarem-se acionistas.

O processo de profissionalização do grupo teve início em 2003, quando um executivo de mercado foi contratado para o cargo de CEO da maior cooperativa de açúcar e álcool do mundo. Até então, em 50 anos de história - comemorados hoje -, apenas usineiros ocupavam posições estratégicas na companhia. Um ano depois, a Copersucar vendeu um dos seus mais tradicionais ativos: a marca União, para a Nova América, incorporada este ano pela Cosan.

A saída do grupo do varejo para se dedicar à infraestrutura logística para escoamento de açúcar e álcool e comercialização dos dois produtos dentro e fora do país surpreendeu o mercado. Segundo especialistas, a decisão foi acertada, uma vez que, apesar da forte marca no varejo, a rentabilidade deste segmento não trazia grandes vantagens à cooperativa.

"Concluo minha gestão com a sensação de dever cumprido", afirmou Ruete, 52 anos, engenheiro civil de formação e filho de um do tradicional usineiro do país, Virgolino de Oliveira. Desde 2003 na presidência do conselho da empresa, Ruete torna-se membro do conselho e fará parte do comitê de relações institucionais criado pela Copersucar. Outros dois comitês, o de governança e o de gestão de risco, também foram estabelecidos.

Pogetti, contratado pela Copersucar em 2001, foi ganhando a confiança na companhia. Em 2004, assumiu a presidência da cooperativa e agora será o novo presidente do conselho de administração. Com 50 anos, formado em administração de empresas, o executivo trabalhou 15 anos no Banco do Brasil. Antes passou pela Sharp e também pela Samsung.

"A princípio, a Copersucar cogitou contratar outro executivo no mercado para o cargo [assumido por Pogetti]. Mas os acionistas perceberam que Pogetti preenchia todos os requisitos para assumir a presidência do conselho", afirmou Luiz Carlos Cabrera, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que ajudou a coordenar essa etapa de profissionalização da Copersucar. "É um avanço. É a primeira empresa do setor [sucroalcooleiro] a ter uma gestão 100% profissionalizada."

Com 34 usinas acionistas, das quais a usina paulista Ferrari, que fez sua adesão há quase dois meses, a Copersucar está em busca de novos sócios. Segundo Pogetti, o grupo tem um plano ambicioso de expansão e planeja triplicar até 2018 a participação da companhia na comercialização de açúcar e álcool no país. Atualmente, a empresa responde por 16% da comercialização nacional.

Neste ano, a empresa contratou um agente nos EUA para abrir mercado para o etanol da Copersucar naquele país. A empresa já possui um escritório em Roterdã, na Holanda, para facilitar a entrada do álcool exportado pela companhia para os países da Europa.

Obama Talks about Brazil’s Success with Biofuels.

The Sugarcane Blog, 30/06/2009.


President Barack Obama announced today a new effort to find out from farmers, ranchers and rural communities how to revitalize rural America. Obama outlined the effort Tuesday during an interview with South Dakota’s WNAX radio. Obama’s plan for rural America includes economic development, conservation and renewable energy.

Biofuels will be a critical part of improving American agriculture’s profitability, he said. “I think there’s huge potential around biofuels,” Obama said. Obama, a former U.S. senator from Illinois, said ethanol has been a boon to many rural communities’ economies. “What we also are recognizing is that the key for us is going to be to move into the next generation of biofuels” such as wood chips, switchgrass and refuse, he said. Click here for Obama’s interview with WNAX-AM.

After talking about the need to increase efficiencies of current biofuels plants in the U.S., Obama said (about 4:20 minutes in to the interview) that he “wants to be able to compete with countries like Brazil that are now running their entire automobile fleet with biofuels. If Brazil can do it, there’s no reason the U.S. can do it.” Too bad he didn’t remember that for thirty-years Brazil has been trying to compete with the U.S. biofuels industry, which benefits from huge subsidies and high protectionist barriers.