Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Los Angeles Times investiga.




Os produtores brasileiros (e o Presidente Lula!!) de etanol afirmam que o combustível à base de cana-de-açúcar é mais ecológico do que o etanol de milho, como alternativa para abastecer os veículos automotores.

O Los Angeles Times, em matéria veiculada nesta data, investiga a tarifa incidente sobre o etanol brasileiro, o impacto dos biocombustíveis sobre o meio-ambiente, e a possibilidade dos carros elétricos substituírem os propelidos a gasolina ou flexfuel.

Atualmente, os Estados Unidos “barram” o etanol brasileiro, tarjando-o com uma tarifação de 54 cents de dólar por galão, objetivando assim incentivar a produção interna. Isso tudo apesar de ambientalistas, políticos e personalidade americanas argumentarem que o etanol de cana é superior ao de milho.

Os carros elétricos produzidos nos Estados Unidos são caros em razão das baterias empregadas, e a energia elétrica necessárias para abastecê-las provém de termoelétricas movidas as combustíveis fósseis.

“No final do dia, os americanos podem não obter a redução das emissões de carbono esperada".
Por Marcelo Acuña Coelho

Grupo Ypioca ups ethanol production.



Following the opening of its factory in October this year, Brazilian company Grupo Ypioca is set to produce ethanol from sugarcane.

The Jaguaruana factory has installed capacity to produce 50 million litres of ethanol a year, or 90 million litres of the sugarcane derivative cachaca, making it the world's largest manufacturing facility of cachaca.

‘There is no industry more modern than this in today's market, allowing for the production of every product derived from sugarcane,’ Everardo Telles, president of the group, says. The derivatives include: cachaca, ethanol, neutral alcohol, and anhydrous alcohol.

With investments of approximately $139 million (€94.1 million) the new unit should increase the company's annual revenue by 20%, and will be responsible for the creation of 360 new jobs in addition to the current 3,200.

‘We strongly believe in the growth of this market in the medium and long terms, and we are applying all of our expertise in investments to accompany this segment,’ Telles adds.

Source: Biofuels International

Grupo Alcotra planeja fazer aporte em usinas de álcool.




O grupo belga Alcotra , uma das maiores tradings globais de etanol, deverá definir nas próximas semanas seus alvos de investimentos no setor sucroalcooleiro brasileiro. A companhia, que nos últimos meses analisou cerca de 40 usinas, deverá selecionar unidades para fazer negócio.

O Valor apurou que usinas da região do Triângulo Mineiro estão no radar da companhia. Fontes do setor afirmam que companhia iniciou conversações com a usina Uberaba, que tem entre seus acionistas a indústria Caldema e a família Balbo, que controla as usinas paulistas Santo Antonio e São Francisco. Outro alvo seria a usina Total, que pertence a investidores da área de concessões de rodovias.

As mesmas fontes afirmam que a Alcotra tem interesse de comprar uma participação na Uberaba, que pode chegar a 60%. Procurados, os acionistas da Uberaba negam, por meio de sua assessoria, negociações neste sentido.

A Total possui uma usina, instalada em Bambuí (MG), com capacidade para moer 2,2 milhões de toneladas de cana. A usina recebeu investimentos da ordem de R$ 205 milhões em sua primeira fase de investimentos. Procurada, a Total Agroindústria informou que contratou a consultoria FG Agro, de Ribeirão Preto (SP), para que a empresa estruture fundos que viabilizem uma segunda etapa de investimento da usina. A moagem da primeira safra começou em setembro deste ano.

De acordo com Matheus Hyashida, sócio da FG Agro, a Total é uma empresa que vem se financiando com recursos de longo prazo. Ele confirmou que para acelerar esta segunda etapa de investimento consideram a possibilidade de alienar uma participação até majoritária no capital da companhia ou uma fusão com um grupo maior através de troca de ações. Sobre a negociação com a Alcotra, Hyashida não confirma a negociação, mas cita que algumas negociações estão em curso e que todas elas estão protegidas por acordo de confidencialidade.

O grupo Alcotra confirma que tem interesse em expandir sua participação no setor sucroalcooleiro. No entanto, não dá detalhes sobre as negociações que estão em andamento.

A companhia belga ainda aguarda aporte de seus principais acionistas para bater o martelo sobre os investimento no país. Com faturamento global de cerca de US$ 1 bilhão, o grupo tem entre seus principais acionistas a companhia francesa EDF Energies Nouvelles e a trading Trafigura . A trading é presidida pelo belga Philippe Meeus, o acionista majoritário do grupo.

A trading negocia aproximadamente 2 bilhões de litros de álcool por ano, dos quais 1 bilhão de litros do Brasil. As exportações de álcool da Alcotra a partir do Brasil respondem por cerca de 25% dos embarques do país. Presente no país há cerca de 20 anos, a Alcotra quer se tornar uma grande usina. Fora do Brasil, o grupo já tem experiência na área. Na Bélgica, a companhia produz álcool a partir do trigo.

O grupo tem participação de 49% na usina Tabu, na Paraíba. Essa unidade produz álcool para fins industriais. No início deste ano, o grupo achou que daria seu grande passo ao negociar a compra da Triálcool, usina instalada no Triângulo Mineiro, controlada pelo grupo João Lyra, do ex-senador João Lyra, e que no dia 20 de novembro do ano passado entrou com pedido de recuperação judicial. No entanto, o negócio não foi levado adiante porque um dos credores da usina barrou a negociação.

Parte dos investimentos da Alcotra no Brasil ficou condicionada aos rumos que a negociação envolvendo a Triálcool levariam. No entanto, a trading decidiu manter seus aportes e aguarda aval de seus acionistas para prosseguir a expansão no país.



Fonte: Valor Econômico