Sexta-feira, Novembro 06, 2009

2nd Workshop on the Impact of New Technologies on the Sustainability of the Sugarcane/Bioethanol Production Cycle.

CTBE promove segundo workshop sobre sustentabilidade



Evento que ocorrerá na próxima semana serve para apresentar e avaliar o programa do Centro na área de sustentabilidade.


O Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) promove nos dias 11 e 12 de novembro o 2nd Workshop on the Impact of New Technologies on the Sustainability of the Sugarcane/Bioethanol Production Cycle. O evento que será realizado em Campinas-SP servirá para discutir e avaliar o programa de pesquisa do Centro na área de Sustentabilidade.

O trabalho dos cientistas envolvidos neste programa consiste em mensurar os impactos sobre a sustentabilidade ambiental, econômica e social causados por novas tecnologias na área de etanol de cana-de-açúcar. Tal análise se dá em comparação com o que hoje ocorre em uma usina de açúcar e álcool padrão do setor.

Manoel Regis Lima Verde Leal, um dos coordenadores do programa de sustentabilidade do CTBE explica que o objetivo de sua equipe é levantar um enorme número de dados ligados a temas como, por exemplo, balanço energético e de emissões de gases de efeito-estufa (GEE) causados por biocombustíveis. Uma vez obtidas estas informações, elas vão alimentar modelos matemáticos que serão utilizados pelo grupo para avaliar os impactos causados pelas novas tecnologias do setor. Segundo Leal, somente a partir daí é que será possível conhecer qual inovação traz mais benefícios reais ao ser humano e ao meio-ambiente.

Para realizar este levantamento e análise de forma consistente, a equipe de pesquisa do Centro de Bioetanol de Campinas busca firmar parcerias com instituições que trabalham com o assunto sustentabilidade em biocombustíveis há anos. “Acreditamos que somente desta forma é possível obter o volume de informações necessárias para a realização do nosso trabalho em tempo de iniciar as avaliações de impactos causados pelas novas tecnologias até o final do próximo ano”, afirma Leal.

Em maio deste ano o CTBE realizou um Workshop exploratório sobre o tema para definir quais seriam as principais linhas de pesquisa do seu programa de sustentabilidade. Agora em novembro, o Centro recém lançado pelo Ministério da Ciência e da Tecnologia (MCT) vai apresentar sua forma de trabalho em cada uma das cinco frentes de estudo ligadas à sustentabilidade. Tais áreas são: balanço energético e de emissões de GEE, estoque de carbono no solo e emissões de óxido nítrico, mudanças no uso da terra, impactos sócio-econômicos e uso de recursos hídricos. Além de debater a proposta de estudo do CTBE, o workshop contará com palestras proferidas por especialistas (brasileiros e internacionais) em cada um destes assuntos.

As inscrições para o Workshop do CTBE são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 9 de novembro de 2009, pelo site: www.bioetanol.org.br/workshop5.


Serviço:
2nd Workshop on the Impact of New Technologies on the Sustainability of the Sugarcane/Bioethanol Production Cycle
Data: 11 e 12 de novembro de 2009.
Local: Auditório do Anel de Luz Síncrotron (LNLS).
Rua Giuseppe Máximo Scolfaro, 10.000, Pólo II de Alta Tecnologia, Campinas-SP.
Site do evento: www.bioetanol.org.br/workshop5.
Informações: Luiz Paulo Juttel - (19) 3518-3119

Chuva nos EUA abre espaço para o etanol brasileiro.




Uma queda na produção americana de milho, provocada pelo excesso de chuvas nas regiões produtoras do meio-oeste dos Estados Unidos, poderá abrir a oportunidade de novas exportações de etanol anidro brasileiro na próxima safra, segundo o diretor técnico da União da Indústria de cana-de-açúcar (Unica), Antonio Pádua Rodrigues.

Segundo ele, no entanto, as exportações brasileiras para os EUA se tornarão possíveis apenas se houver uma janela de oportunidade criada pela alta do preço do milho - e do etanol de milho -, enquanto o etanol de cana brasileiro estiver com preço mais baixo. Pádua deixou claro, contudo, que, no momento, não existe possibilidade de exportação do etanol brasileiro, diante da oferta limitada do produto, o que deixa os preços internos bastante elevados. "Com as atuais condições, exportar etanol é impossível", disse.

O empresário e conselheiro da Unica, Maurílio Biagi Filho, também avalia que, com o atual preço do etanol - de R$ 1,12 o litro nas usinas de São Paulo -, é impossível exportar o combustível. "Além disso, para exportar é preciso primeiro ter o combustível disponível. Se tiver, é preciso ainda achar para quem será exportado e em que condições´´´´, afirmou.

O presidente da São Martinho, Fábio Venturelli, acredita que o setor vai cuidar primeiramente no mercado interno. ´´´´O fato de uma janela de exportação ser criada não significa que efetivamente iremos vender etanol no exterior", disse.

De qualquer forma, no longo prazo, segundo a analista da analista da trading francesa Sucres et Denrees, Karim Salamon, os EUA precisarão importar grandes volumes de etanol do Brasil para atender às metas de utilização de biocombustíveis avançados impostas pelo Padrão de Combustíveis Renováveis dos EUA (RFS, na sigla em inglês). Segundo ela, os EUA dependerão de forma expressiva do etanol brasileiro para cumprir os mandatos estabelecidos, de 757 milhões de litros em 2010, atingindo 15,1 bilhões de litros em 2022. Isso porque o etanol feito de milho, padrão nos EUA, não atende à meta de redução de pelo menos 40% de redução de emissão de gases que provocam o efeito estufa.



Fonte: O Estado de S. Paulo

ADM já planeja 3ª usina de etanol no país.




A multinacional americana ADM estuda expandir a produção de etanol à base de cana no Brasil. A companhia, que inaugurou em outubro sua primeira usina no país em parceria com o Grupo Cabrera, planeja construir sua terceira unidade.

No ano passado, a múlti anunciou sua estreia no mercado brasileiro de etanol em sociedade com o ex-ministro da Agricultura, Antonio Cabrera, em duas unidades produtoras. A usina de Limeira do Oeste, instalada na cidade que leva o mesmo nome em Minas Gerais, entrou em operação em outubro. A unidade de Jataí, em Goiás, deverá iniciar os trabalhos em 2012. Outra usina deverá ser construída no mesmo Estado, apurou o Valor.

Uma das maiores produtoras mundiais de etanol à base de milho do mundo, a ADM planeja ampliar sua produção de álcool a partir da cana-de-açúcar.

As duas primeiras unidades da companhia foram projetadas para processar 3 milhões de toneladas de cana cada uma. A usina mineira deverá processar nesta temporada 2009/10 cerca de 500 mil toneladas da matéria-prima. A unidade de Jataí está ainda na fase de expansão agrícola, com plantio de cana.

O Valor apurou que a ADM estuda construir sua terceira unidade em Itarumã, em Goiás. A empresa já tinha feito uma reserva de área para cana naquela região, mas ainda trava disputa com outro grupo sucroalcooleiro pela mesma propriedade .

A entrada da ADM no mercado de etanol no Brasil ocorreu de maneira discreta. Apontada como grande consolidadora neste segmento, a empresa preferiu apostar em projetos "greenfield" (construção a partir do zero) de médio porte para entender o mercado brasileiro. Fontes ouvidas pelo Valor afirmaram que a múlti quer consolidar seus recentes investimentos, antes de dar passos maiores no setor. Procurados, a ADM e o grupo Cabrera não retornaram as ligações.

O avanço das multinacionais no mercado sucroalcooleiro tem ocorrido nos últimos quatro anos no país. Empresas como Bunge e Noble, por exemplo, conquistaram espaço no setor a partir de 2007, com a aquisição de unidades em operação em situação financeira delicada.

A expectativa é de que a crise pela qual as usinas passam reforce o movimento de concentração no setor. O grupo francês Louis Dreyfus reforçou sua posição no país com a criação da LDC-SEV, resultado da incorporação das usinas da Santelisa Vale.

O setor tem cerca de 50 usinas instaladas, sobretudo, no Centro-Sul do país à venda. Grandes grupos, como Equipav e Moema, ambos em São Paulo, estão em pleno processo de negociação de seus ativos. Estas unidades estão sendo cobiçadas por grandes multinacionais, que pretendem expandir seus negócios no país.


Fonte: Valor Econômico

Etanol - benefícios, riscos e desafios.




Desde março de 2008 o consumo de álcool combustível, o etanol, supera o de gasolina. Por isso se pode dizer que o Brasil é o único país do mundo onde o combustível "alternativo" é o fóssil e o "principal" é renovável. Isso só foi possível graças à sábia decisão adotada depois do choque de 1975, quando lançamos o mais arrojado programa de substituição de petróleo da época. Hoje misturamos 25% de etanol à gasolina, temos uma frota de carros flex que já alcança 90% dos veículos novos e 37% da frota total e contamos com uma ampla distribuição de etanol puro em todos os postos de combustível.

Estudos recentes trazem dados impressionantes sobre os impactos dessa indústria. Considerando somente a produção do etanol, são 465 mil empregos diretos criados no País, seis vezes mais do que a indústria do petróleo. O etanol está presente em 1.042 municípios, ante 176 no caso do petróleo, o que se traduz em maior distribuição de renda e interiorização do desenvolvimento. Uma simulação feita por professores da USP mostra que 15% de substituição de gasolina por etanol em nível nacional gera 118 mil empregos líquidos, com uma massa salarial adicional de R$ 236 milhões anuais.

Na área ambiental, desde 1975 o uso de etanol em substituição à gasolina permitiu uma redução de emissões de 600 milhões de toneladas de CO2, o equivalente ao plantio de 2 bilhões de árvores. Especialistas afirmam que para cada litro de etanol consumido US$ 0,20 deixam de ser gastos na mitigação de gases causadores do aquecimento global. Um estudo realizado pelo Laboratório de Poluição da Faculdade de Medicina da USP estima que se todos os carros da Região Metropolitana de São Paulo fossem movidos exclusivamente a gasolina haveria um incremento de 400 mortes e mais de 25 mil internações hospitalares por ano, com um custo anual de R$ 140 milhões para o sistema de saúde.

Uma das razões do bom desempenho dessa indústria foi a liberalização do mercado na década de 1990. A extinção dos controles de produção e preços do antigo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) propiciou importantes ganhos de produtividade e reduções reais nos preços desses dois produtos. O petróleo, ao contrário, além de altamente poluente, torna-se cada vez mais escasso no mundo e, portanto, mais caro.

Uma das consequências complicadas da desregulamentação, todavia, foi o expressivo aumento da volatilidade de preços, tanto em termos sazonais (safra e entressafra) como cíclicos (ao longo dos anos). Ao contrário da gasolina e do diesel, que têm seus preços artificialmente fixados pelo monopólio de facto da Petrobrás, os preços do açúcar, do etanol e da cana sofrem grandes variações de acordo com a lei da oferta e da procura. Nesse aspecto o etanol brasileiro é semelhante ao petróleo no mercado mundial, já que ambos flutuam ao sabor das leis de mercado. Nos últimos dois anos, por exemplo, o que se viu no Brasil foi um ciclo de preços extremamente deprimidos do etanol em razão do forte aumento da oferta decorrente de elevados investimentos em expansão e novas usinas. Se, por um lado, os baixos preços derrubaram a rentabilidade do setor, por outro, eles favoreceram, juntamente com o crescimento da frota flex, um acentuado aumento de consumo, entre 2005 e 2008, de impressionantes 185% de etanol hidratado, ante apenas 7% de gasolina.

Em março deste ano, os empresários do setor sucroenergético reuniram-se repetidas vezes com o governo para discutir formas de estocar o produto, diante da safra recorde que se iniciava e da derrubada de preços causada pela crise financeira global, que abalroou as usinas. Com o balanço da maioria das empresas comprometido pela crise, o programa de estocagem não teve o resultado esperado. Sete meses depois, na mesma safra, chuvas excessivas prejudicam a colheita da cana e o governo fala em reduzir a mistura de etanol na gasolina de 25% para 20%. Leia-se: uma mudança radical de cenários e políticas dentro da mesma safra!

Acontece que o setor sucroenergético tem reagido muito bem aos estímulos e demandas do mercado, aumentando rapidamente a produção e a sua eficiência econômica e operacional para atender à crescente demanda. Salvo a ocorrência de novos volumes absurdos de chuvas até dezembro, não há motivo para alterar o nível de mistura do etanol na gasolina neste momento. Já se foi o tempo do carro movido unicamente a álcool e, portanto, mais vulnerável a problemas de desabastecimento. Hoje os carros são "flexíveis" e o etanol compete com a gasolina pela preferência do consumidor em cada bomba de combustível. Ou seja, o ajuste de mercado ocorrerá naturalmente nos postos, pelas mãos soberanas do consumidor, que hoje pode decidir em função dos preços relativos e dos valores intrínsecos de cada combustível em termos de potência, consumo, clima, saúde pública, etc.

Sabemos, porém, que tanto os consumidores como os produtores desejariam ver menos oscilações nos preços do etanol. Acontece que o etanol é uma commodity agrícola, altamente influenciada pelo clima e produzida durante sete meses para ser vendida o ano todo. Ao contrário do mercado de açúcar, a rigidez das regras de comercialização de etanol dificulta a presença de agentes de comercialização, gera pouca liquidez e enorme volatilidade num mercado primitivo que só funciona no spot diário de preços. É por isso que o setor tem insistido na necessidade de novos instrumentos de comercialização física e futura que gerem maior liquidez e gestão de risco, com a entrada de novos agentes. É preciso também desenvolver políticas tributárias que reconheçam as externalidades socioambientais do etanol para a sociedade, lembrando que ele representa uma das grandes inovações criadas em terras brasileiras.


Marcos Sawaya Jank, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica)
Fonte: O Estado de S. Paulo

Biocombustíveis avançam na matriz.




Poucos setores produtivos no Brasil experimentam uma dinâmica tão expressiva nos negócios como a cadeia dos biocombustíveis, liderada pela produção de etanol. Especialistas ouvidos pelo Valor projetam, informalmente, investimentos de US$ 30 bilhões nas usinas e infraestrutura do setor para o período 2009-12.

Apenas a Petrobras Biocombustível, subsidiária da petrolífera brasileira, deverá aportar US$ 3,4 bilhões, de 2009 a 2013, em produção e infraestrutura de transporte de biocombustíveis, incluindo aí, além da produção de etanol, o biodiesel, elaborado a partir da mistura de óleos vegetais ao diesel.

"O programa é um sucesso e, mesmo com a crise e os investimentos para exploração do pré-sal não reduzimos um centavo do nosso plano de expansão. Pelo contrário, elevamos nossos investimentos", afirma o presidente da empresa, Miguel Rossetto. "No curto prazo, enxergamos um crescimento muito forte no consumo de etanol no mercado doméstico e oportunidades interessantes de inserção do combustível no mercado global", afirma Eduardo Leão de Sousa, diretor-executivo da União da Agroindústria Canavieira (Unica), associação que congrega usinas responsáveis por mais de 50% da produção nacional de cana-de-açúcar e 60% da fabricação de etanol.

O estudo "Mapeamento e Quantificação do Setor Sucroenergético", apoiado pela Unica e desenvolvido pelos pesquisadores Marcos Fava Neves, Vinicius Gustavo Trombin e Matheus Consoli, identifica todos os elos da cadeia energética do setor e conclui que o faturamento da área corresponde a US$ 28,15 bilhões, equivalente a quase 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, enquanto a movimentação financeira da cadeia está em US$ 86,8 bilhões.

Conforme dados preliminares do "Balanço Energético Nacional 2009", produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia, produtos da cana-de-açúcar (etanol, bagaço, caldo e melaço para fins energéticos) responderam por 16,4% da matriz energética brasileira em 2008, se tornando a segunda principal fonte de energia nacional, atrás apenas do petróleo e derivados. Sozinho, o etanol respondeu por 4,8% do consumo energético brasileiro, no ano passado.

"Os veículos flex representam 93% das vendas de automóveis novos no país e, entre os consumidores que dispõem dessa tecnologia, 75% optam pelo abastecimento com etanol. Nossa projeção é de que, em 2017, o Brasil fabricará 3 milhões de carros/ano e a produção de etanol atingirá 64 bilhões de litros/ano, 150% superior ao patamar atual, sendo 8 bilhões de litros exportados", conta o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim.

Estudo recente produzido pelo Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da Universidade de São Paulo (USP), aponta que, até 2016, mantida a cotação do petróleo no mercado internacional entre US$ 50 e US$ 60 por barril, o etanol será o combustível de 80% da frota brasileira, que praticamente terá expurgado os carros movidos a gasolina. "Isso apenas como resultado da opção econômica do mercado pelo combustível mais competitivo", aponta o coordenador do Programa de Pós-Graduação em Energia da USP e ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer.

Embora viva uma dinâmica de novos investimentos, o setor já começa a sentir a necessidade de ajustes. Um deles é a consolidação na cadeia sucroalcooleira, com a formação de conglomerados mais sólidos, com maior poder de mercado e maior capacidade financeira de investimento. "O setor ainda é extremamente pulverizado no Brasil. Existem mais de 410 unidades industriais, controladas por 200 grupos, o que é bastante atípico comparado com outras commodities", avalia Sousa, da Unica.

O representante setorial defende a criação de uma lei do etanol. A estrutura regulatória atual, na opinião de Sousa, é repleta de indefinições e distorções mercadológicas. Um exemplo é a obrigatoriedade de os produtores comercializarem os combustíveis para os distribuidores, impedindo o fornecimento direto para a rede de venda ao consumidor. "Por esse sistema, o produtor fica com o ônus de carregar os estoques ao longo do ano, fora do período de produção, favorecendo o oligopólio da distribuição",diz.

Um dos principais investidores no mercado de biocombustíveis do Brasil, a Petrobras Biocombustível prepara seu ingresso na produção do etanol. Miguel Rossetto afirma que a subsidiária avalia tanto promover investimentos em novos projetos (greenfield), como adquirir operações já existentes, ainda em 2009, sempre em parceria, e como sócia minoritária, voltada prioritariamente para o mercado externo.

Na visão dele, o conjunto de iniciativas no campo dos biocombustíveis permitirá ao Brasil realizar uma "ótima transição" para a queda mundial do consumo de petróleo, no futuro. "O Brasil conta com uma posição extraordinária do ponto de vista energético. Saímos bem do século 20, com descobertas de imensas reservas petrolíferas, e entramos reforçados na agenda do século XXI, com forte ênfase em fontes renováveis de energia", analisa.

Além da exportação potencial do petróleo a ser extraído do pré-sal, os agentes do setor de biocombustíveis esperam que haja um aumento de demanda por parte dos países desenvolvidos, que planejam contar com maior participação de fontes renováveis em suas matrizes. Só o programa americano prevê, até 2022, o consumo de 135 bilhões de litros de etanol por ano. A União Europeia definiu outro programa até 2020, que representa mais 15 bilhões de litros por ano", diz Sousa, da Unica. "Só aí já reside uma enorme oportunidade para o Brasil exportar o biocombustíveis", avalia.



Fonte: Valor Econômico

Etanol de cana-de-açúcar: Nós sabemos e o Al Gore, também.



O ex-vice-presidente dos Estados Unidos da América, Sr. Al Gore, durante entrevista concedida ao comediante Jon Stewart do programa televisivo Comedy Central’s Daily Show, para promover seu último livro “Our Choice”, voltou a argumentar que o etanol a base de milho é pior para o meio ambiente e para o bolso do contribuinte americano.

Argumentou que existem novas e melhores formas de produzir etanol, e que os Estados Unidos poderiam adotá-las no esforço para combater as alterações climáticas.

Para o ex-vice-presidente, o etanol de cana-de-açúcar é mais eficiente, tanto em bases econômicas e de balanço energético como ambientais, e cita o Brasil como referência de excelência.

Por Marcelo Acuña Coelho