Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010

Colheita mecanizada de cana cobrirá 60% do total em São Paulo.

De forma mais intensa, o processo começou na safra 2006/07. Até aquele momento, 34% dos 3,2 milhões de hectares de cana-de-açúcar no Estado de São Paulo já eram colhidos por máquinas. A preocupação era com a eficiência, que se expressava nos ganhos de escala e na redução de custos. Mas quando o componente ambiental entrou em cena, a dimensão mudou. O movimento, que corria silencioso e era visível apenas em terras paulistas, ganhou proporção nacional e passou a envolver toda a cadeia sucroalcooleira.

De fato, o apelo ambiental criou a necessidade do segmento sucroalcooleiro nacional de fazer mais e em um tempo menor do que dita a lei. Desde então, as usinas investiram R$ 1,2 bilhão somente em São Paulo para ampliar a mecanização em mais de 20 pontos percentuais e atingir 53,4% na temporada que chega ao fim (2009/10). Outros R$ 300 milhões estão sendo aplicados para cumprir a meta de encerrar 2010/11 com 60% dos 4,3 milhões de hectares colhidos com máquinas.

Petrobrás quer construir alcoolduto.

A Petrobrás vai investir pesado para ter um papel de destaque nos combustíveis limpos, como etanol e biodiesel, mas sua agressividade já provoca conflito com o setor privado. Estatal e usineiros disputam a construção de um duto para o transporte de álcool, que vai abastecer mercado interno e exportação.

"Acredito que só tem espaço para um duto, mas estamos conversando muito com o setor", disse o diretor de abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa. Ele diz que a estatal "está aberta a novos sócios".

Fusão de Cosan e Shell cria gigante de US$ 12 bi na área de energia.

A Cosan anunciou nesta segunda-feira negociações com a Shell para a formação de uma joint-venture de US$ 12 bilhões que vai reunir sob um mesmo teto operações de açúcar, etanol, distribuição de combustíveis e pesquisa de desenvolvimento.

A companhia assinou na véspera um memorando de entendimento para negociações exclusivas por 180 dias para a formação da joint-venture que vai unir os negócios da Cosan de açúcar e etanol, incluindo co-geração de energia, com ativos de distribuição e comercialização de combustíveis da Shell no Brasil, além da participação da petrolífera em empresas de pesquisa e desenvolvimento a partir da biomassa.

O avanço do império Odebrecht.

A aquisição da petroquímica americana Sunoco pela Braskem e a associação da ETH Bioenergia com a Brenco, que devem ser anunciadas nesta semana, vão colocar as duas empresas da Odebrecht em outro patamar. A Braskem se tornará a sétima maior do mundo no setor e a ETH, criada há menos de três anos, pode ser a número um no ranking global de produção de etanol e energia produzida com bagaço de cana. Os dois negócios são importantes por si só. Mas simbolizam um movimento mais amplo da Odebrecht. O grupo procura deixar para trás um passado de empreiteira, com grandes obras públicas, escândalos e embaraços políticos, para investir alto em alguns dos setores mais promissores.

O plano é ambicioso. A Odebrecht pretende investir R$ 25 bilhões em três anos para criar campeões em áreas como petroquímica, petróleo, etanol, infraestrutura e habitação popular. "Nossa força está, principalmente, em tudo que se refere à infraestrutura", afirma Marcelo Odebrecht, neto do fundador do grupo. "Só aí tem um potencial gigantesco, uma demanda de capital absurda." O grupo é provavelmente um dos mais preparados para crescer com a exigência por infraestrutura que virá da Olimpíada e da Copa do Mundo.

Bunge investirá US$ 400 mi no país em cinco anos.



A recente venda das minas de potássio da Bunge no Brasil para a Vale ajudará a financiar planos ambiciosos da empresa de investimentos de aproximadamente US$ 300 milhões anuais no setor de açúcar e etanol, informou ao Valor o CEO da Bunge, Alberto Weisser. Ele informou que, somados os planos para os outros negócios da Bunge no Brasil, os investimentos previstos devem somar cerca de US$ 400 milhões anuais, nos próximos cinco anos.

"Em 2012 estaremos produzindo 30 milhões de toneladas de cana de açúcar", previu. Essa quantidade é mais que o dobro da atual capacidade da Bunge, após a compra da Moema, a terceira maior produtora de açúcar e álcool do Brasil. A Cosan, a maior produtora, é responsável pela moagem de aproximadamente 60 milhões. Weisser ressalva que, apesar de firmado, o acordo de compra da Moema ainda deve levar entre "dois a três meses" para ser concluído em detalhes.

Brenco deve receber mais R$ 300 milhões para se unir à ETH.


A nova empresa que será criada a partir da fusão da ETH Bioenergia, do grupo Odebrecht, com a Companhia Brasileira de Energia Renovável (Brenco) será presidida pelo atual presidente da ETH, José Carlos Grubisich, e deve nascer com ativos de R$ 3,5 bilhões. Esse valor deverá aumentar para algo entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5 bilhões com a conclusão das usinas Água Emendada (GO) e Costa Rica (MS), da Brenco, prevista para ocorrer em 18 e 24 meses, respectivamente.

Para concluir esses projetos, os acionistas da Brenco, entre eles o BNDESPar (braço de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES), deverão injetar mais R$ 300 milhões na companhia.

Cosan tem lucro de R$167,1 mi no trimestre.

A Cosan, maior grupo do setor sucroalcooleiro do país, anunciou nesta segunda-feira lucro líquido de 167,1 milhões de reais no trimestre encerrado em dezembro, ante ganho de 5,2 milhões de reais um ano antes.
A companhia divulgou geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de 490,4 milhões de reais, contra 340,4 milhões de reais na mesma comparação. A margem passou no período de 13,3 para 12,9 por cento.

A companhia previu que se o câmbio for mantido em 1,89 real por dólar, espera encerrar o atual ano fiscal, que termina em 31 de março, revertendo prejuízo de 473,8 milhões de reais do ano fiscal de 2009 para lucro líquido.

Fonte: Portal Terra

Novas fontes de produção do etanol.

O Brasil, que atualmente produz etanol basicamente a partir da cana-de-açúcar, poderá contar, no futuro, com novas possibilidades para produção do combustível. A Embrapa Cerrados – unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, localizada em Planaltina (DF) – coordenará a partir deste ano pesquisas para avaliar fontes de biomassa que podem ser usadas para produzir o chamado etanol de segunda geração.

Para isso, o projeto vai avaliar o uso de gramíneas forrageiras (usadas na alimentação animal), sorgo, o bagaço e a palhada da cana e algumas espécies de árvores (pinus, eucalipto e duas espécies da Amazônia: tachi-branco e paricá), como fontes alternativas de biomassa para produção de etanol.