Desenvolvida na década de 1960 na Alemanha e hoje utilizada como revestimento de rodovias e aeroportos europeus e americanos, a mistura asfáltica do tipo SMA (Stone Matrix Asphalt) ganhou nova versão no Brasil. Para substituir as fibras de celulose, que normalmente compõem a mistura, pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF), no Rio de Janeiro, criaram um asfalto que utiliza o bagaço de cana-de-açúcar.
Segundo Cláudio Leal, um dos inventores do novo asfalto e o professor do IFF, a técnica reduz o custo do material, além de aproveitar o bagaço de cana-de-açúcar antes descartado. "O bagaço é um recurso renovável e seu preparo exige apenas que ele seja seco e passado em uma peneira", diz.
A função do componente na "receita" é impedir que o cimento asfáltico escorra durante o processo de mistura e aplicação. Por sua maior durabilidade e resistência, o asfalto SMA é recomendado para rodovias de tráfego intenso. No País, a primeira aplicação ocorreu nas pistas do autódromo de Interlagos.