Terça-feira, Junho 01, 2010

Artigo Acadêmico: Análises experimental, teórica e computacional do escoamento dos gases de exaustão no conversor catalítico platina/paládio instalado em um motor de combustão interna a etanol.

Autor: Martins, Keyll Carlos Ribeiro


Unidade: Escola de Engenharia de São Carlos (EESC)

Área de concentração: Engenharia Mecânica

Orientador: Santos, Antonio Moreira dos

O trabalho consiste em análises experimental, teórica e computacional do escoamento dos gases de exaustão através de um conversor catalítico platina-paládio, instalado num motor de combustão interna movido a etanol. Foram realizados ensaios dinanométricos no motor para análise das medidas experimentais no sistema de exaustão e para aquisição de valores das propriedades termodinâmicas, de transporte e de concentrações químicas, os quais serviram de dados iniciais para a simulação computacional desenvolvida com a utilização dos softwares CFX e MFIX. Os programas resolvem um conjunto de equações conservativas que permitem a análise da variação da pressão, temperatura, velocidade e composição química dos gases de escape ao longo do suporte monolítico. Além de avaliar a formação e os níveis das emissões provenientes da combustão da mistura ar-combustível. A eficiência catalítica no primeiro suporte do conversor foi de 11% THC, 100% NOx e 20% CO. Foi verificada uma diferença de 1,23% entre a velocidade média experimental e a simulada. Modelos matemáticos foram aplicados no estudo da perda de carga no conversor catalítico e na relação difusão-reação do consumo e formação das espécies químicas.


Fonte: USP

SP: Estado proíbe queima da palha da cana-de-açúcar durante o dia.



A Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo irá suspender a queima da palha da cana-de-açúcar das 6h às 20h a partir de 1º de junho, terça-feira. A medida vai vigorar até 30 de novembro e se deve ao período de estiagem, quando o ar apresenta menor umidade.

A proibição, divulgada no Diário Oficial do Estado no último dia 12, por meio da Resolução SMA-35, de 11 de maio de 2010, prevê ainda extensão do prazo para proibição da queimada se a umidade relativa do ar média for inferior a 30%.

No documento, a necessidade da proibição é baseada na melhoria da qualidade de vida e saúde da população, quando as condições atmosféricas estiverem desfavoráveis. A proibição pode se estender a qualquer horário, desde que a umidade relativa do ar, das 12h às 17h, seja menor que 20%.

Após 30 de novembro, sempre que o teor da umidade for maior ou igual a 20% e menor que 30% por dois dias consecutivos, a queima da palha da cana será suspensa entre as 6h e 20h.

FISCALIZAÇÃO

O gerente da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado e São Paulo), José Maria Paoliello, disse que a fiscalização será por meio de um plano de ações desenvolvido costumeiramente pela empresa e intensificado no período da estiagem e ainda por meio de denúncias feitas pela Polícia Ambiental.

Segundo ele, ao infringir a lei, o proprietário da cana queimada pode sofrer sanções que vão de advertência até multa superior a R$ 150 mil. "As pessoas também podem denunciar caso saibam de alguma queimada irregular. Todas as denúncias são apuradas", explicou Paoliello.

Ele lembra que, em 2009, três ocorrências do tipo foram registradas durante a estiagem. "É um índice regular, se considerarmos a nossa região. Trabalhamos na prevenção desses casos, pois o objetivo é que ninguém fuja à regra e seja multado", disse.

UDOP

O coordenador de Relações Institucionais da UDOP (União dos Produtores de Bioenergia), Leandro Sanches Ferreira, afirmou que não considera a medida governamental desfavorável à ação comercial.

Ele lembra que a proibição da queima da palha da cana nesse período já é praxe. "Nossos associados concordam com a medida, que visa melhorar a qualidade do ar no período de estiagem, que compreende entre o final do outono e meados da primavera, em que, comumente, a umidade relativa do ar fica abaixo dos índices recomendados pela Organização Mundial da Saúde", salientou.

Fonte: Folha da Região - Araçatuba/SP

Açúcar Guarani compra Usina Mandú.


Capitalizada pela recente injeção de R$ 682 milhões feita pela Petrobrás Biocombustível, a Açúcar Guarani deu início ao projeto de expansão prometido no momento do fechamento da parceria entre as duas empresas. Por R$ 345 milhões, a Guarani adquiriu a Usina Mandú, depois de três meses de negociações e de enfrentar concorrentes de peso, como Cosan e Bunge.

"Estamos utilizando os recursos da Petrobrás Biocombustível para crescer, seja por meio de oportunidades de aquisição, seja através de expansão orgânica", afirma o diretor-presidente da Guarani, Jacyr Costa Filho.

Diretor do MAPA recebe delegação do Quênia e conhece experiência brasileira na produção de açúcar e etanol.


Delegação de representantes do governo e setor privado do Quênia foi recebida, nesta segunda-feira (31), pelo diretor do Departamento de Cana-de-Açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Alexandre Strapasson. A missão africana veio conhecer a experiência brasileira na produção de açúcar e etanol. De Brasília, os quenianos seguem para visita a usinas e indústrias de equipamentos, na região de Ribeirão Preto/SP.

"Os quenianos estão interessados em atrair investimentos para o setor açucareiro daquele país, que atualmente também busca produzir etanol a partir da cana-de-açúcar", explica Strapasson. Segundo ele, a intenção do país é diversificar a produção e privatizar as suas indústrias, o que pode ensejar futuros negócios para o setor privado brasileiro.

Além do Quênia, o Brasil tem avançado nas cooperações internacionais no setor de açúcar e etanol com vários países africanos, entre eles Moçambique, Sudão e Angola. A expectativa do governo brasileiro é incentivar a produção de cana-de-açúcar em novos países produtores, fazendo com que o aumento da oferta de etanol no mercado internacional crie condições para que o combustível se torne uma commodity.

SERTÃOZINHO
A comitiva do Quênia será recebida na manhã desta quarta-feira por Adézio Marques, presidente do CeiseBr - Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroalcooleiro e Energético, na sede da entidade em Sertãozinho e no período da tarde visitará as instalações da Usina Virálcool, do Grupo Tonielo. Já na quinta-feira seguem para São Paulo para cumprir outra agenda de reuniões e visitas.

Fonte: Ministério da Agricultura,Pecuária e Abastecimento

O que está em jogo é o destino dos carros flex.



As dúvidas de Lula sobre incentivar o carro elétrico no Brasil são as dúvidas do padroeiro do etanol. Nos últimos anos, o presidente correu o mundo com a bandeira do etanol. Brigou por ela. Garantiu que as plantações de cana não avançariam sobre a floresta amazônica nem sobre áreas de cultivo de alimentos.

Agora, teme dar um tiro no pé da tecnologia made in Brazil e no destino dos carros "flex", que já superam 30% da frota de veículos do País.

Nas dúvidas sobre a adesão à nova tecnologia, Lula tem o apoio do ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento), responsável pelo cancelamento do anúncio dos incentivos ao carro elétrico na semana passada. E, sobretudo, da indústria automobilística instalada no País. Durante o governo de Lula, foram comercializados no Brasil quase 10 milhões de carros flex.

Se o presidente tem dúvidas, não há dúvidas no cenário traçado pelo BNDES e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. O principal provedor de crédito no País está engajado no programa do carro elétrico. Os fundos de pesquisa, idem. Luciano Coutinho, presidente do BNDES, escreveu recentemente que os carros elétricos são uma "tendência inexorável", apesar do custo alto e dos desafios tecnológicos, como o desenvolvimento de bateria com mais autonomia.

Os carros elétricos híbridos representam menos de 2% das vendas totais e quase insignificante 0,3% da frota mundial neste ano. Mas a participação crescerá para cerca de 66% das vendas mundiais e quase 36% da frota global daqui a 20 anos, segundo estimativas usadas pelo BNDES.
O banco fala até num híbrido que use etanol e energia elétrica.
O Brasil tem o quinto maior mercado consumidor de automóveis. E está entre os maiores produtores mundiais. Na dúvida do presidente, está em jogo o futuro desse mercado.

Fonte: O Estado de S. Paulo

A balança começa a pender para o lado do etanol.

Enquanto o mercado de açúcar continua fechando em quedas, o que vai mesmo determinar a sustentação do setor para as próximas safras será o consumo de etanol.

Para o gestor de riscos, Arnaldo Luiz Corrêa, a impossibilidade de crescimento contínuo do mercado na faixa de 10% para os próximos 4 anos, o que seria necessário para atender à demanda, vai fazer com que a cana seja duramente disputada pelos dois produtos: açúcar e etanol.

“Os preços terão cada vez maior correlação, diferentemente do que ocorria há 5 anos. Apesar do preço do etanol estar economicamente limitado a 70% do preço da gasolina, a estatal do petróleo terá que equacionar o preço do combustível de tal maneira que não seja obrigada a recorrer à importação de gasolina, como vimos recentemente, ou que provoque um desabastecimento no mercado interno”, afirma o gestor.

Segundo Arnaldo, essa não será tarefa fácil para o setor, sobretudo num mercado que cresce a ritmo acelerado e que a eventual substituição, em grandes volumes, de um produto (etanol) por outro (gasolina) poderá desequilibrar a estrutura logística das distribuidoras.

Fonte: Esfera da Comunicação – Assessoria de Imprensa



Pagamento por serviço ambiental: relatório é aprovado.


A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou a criação da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, que vai oferecer dinheiro às pessoas que preservarem ou recuperarem o meio ambiente.

Pelo projeto, serão remuneradas iniciativas de proteção ou renovação dos solos; manutenção da biodiversidade; controle das emissões de gases causadores do efeito estufa; manutenção do ciclo da água, entre outras. Os recursos dos programas serão arrecadados por um fundo específico, e o valor a ser pago pela preservação será definido por uma comissão multidisciplinar.

A proposta ainda define como prioridade o pagamento pelos serviços ambientais prestados em ecossistemas sob maior risco socioambiental, e determina que só pode participar do programa quem comprovar o uso ou ocupação regular do imóvel.

Risco ambiental é pouco conhecido por administradores.


Em entrevista ao Observatório Eco, a advogada Renata Franco, do escritório Emerenciano, Baggio e Associados, revela que “poucos administradores e gerentes de meio ambiente conhecem os riscos envolvidos diante de algum dano ambiental”.

Segundo a especialista, “o administrador empregado pode responder sim, sozinho ou em conjunto, pela prática de algum dano ambiental, inclusive na esfera penal”. Com mestrado em Science du Travail et de la Formation pela Université de Metz (França), Renata Franco é formada em Direito e em Ciências Sociais, com especialização em gestão ambiental pela UNICAMP.

“Aquele que adquire uma área se torna responsável pelas condições desse local e pelos riscos que ela pode ocasionar ao meio ambiente e à população”, explica a advogada, que considera positiva recente lei da prefeitura de São Paulo que irá divulgar uma relação das áreas contaminadas da cidade. “É importante na medida em que facilita à população identificar as áreas contaminadas, dando uma maior segurança para aquele que adquiri um imóvel”, afirma.

Renata Franco também é professora e coordena o curso de pós-graduação em direito ambiental na Metrocamp (Faculdades Metropolitanas de Campinas). Na avaliação da especialista, o advogado na prática não se torna um gestor ambiental, porém, “é recomendável” que tenha conhecimento de gestão. Veja a entrevista que ela concedeu ao Observatório Eco com exclusividade.

Observatório Eco: De que maneira deve agir um proprietário que desconhecendo comprou uma área urbana contaminada?

Renata Franco: Primeiramente, identificar a contaminação e sua extensão. Também há a necessidade de comunicar o órgão ambiental.

IETHA debate as vantagens do Contrato de Futuros e Opções da BM&FBOVESPA para o setor sucroalcooleiro.

Durante o evento, a associação internacional apontará as vantagens do Contrato de Futuros para o setor sucroalcooleiro e como isso poderá apoiar a comercialização de etanol.


A IETHA (International Ethanol Trade Association), associação internacional e centro mundial de referências em etanol, responsável pela padronização de critérios para comercialização do biocombustível etanol no mercado internacional, realiza, em parceria com a BM&F, o Fórum IETHA Futuros & Opções – o Contrato de Futuro & Opções do Etanol Hidratado da BM&FBOVESPA.

“O evento tem como principal objetivo apresentar ao mercado empresarial o aprofundamento da operação do contrato de futuros de etanol, lançado pela BM&F, e os impactos desse novo instrumento para a comercialização de etanol no mercado”, fala Joseph Sherman, diretor-executivo da IETHA.

Serão debatidos quatro temas principais que perfazem a operação desse novo contrato de futuros para o etanol hidratado, lançado pela Bolsa de Valores de São Paulo e já em operação desde 17 de maio.

• Supply & Demand do Etanol Hidratado, Mercado Interno e Projeções para 2020 – por Alexandre Aidar, diretor da BCD Business & Commerce.
• O novo Indicador de Etanol Hidratado Paulínia (SP) da ESALQ/BM&FBOVESPA, metodologia – por Miriam Bacchi, pesquisadora do CEPEA.
• O novo Contrato de Futuros & Opções sobre futuros de Etanol Hidratado com Liquidação Financeira – por Fabiana Salgueiro Perobelli Urso, gerente de produtos do agronegócio da BM&FBOVESPA.
• Estratégias de Hedges visando o novo Contrato de Futuros da BM&FBOVESPA – por Arnaldo Luiz Corrêa, gestor de risco e diretor da Archer Consulting.

O Fórum IETHA Futuros & Opções acontecerá no próximo dia 09 de junho de 2010, quarta-feira, das 14h00 às 18h30, no auditório da BM&FBOVESPA, na Praça Antonio Prado, 48 – Centro, São Paulo/SP.

Vagas limitadas. Inscrições: R$ 300,00 (não-associados IETHA)/ R$ 150,00 (associados IETHA).

Reservas pelo telefone: (11) 3709-5888 ou via Internet: http://www.ietha.org/site/forum_ietha/


Fonte: Esfera da Comunicação – Assessoria de Imprensa