Quarta-feira, Setembro 01, 2010

Energia da cana vale três Belo Monte.

 

Dia e noite, sem parar, os caminhões chegam à Usina Vertente, em Guaraci (SP), carregados de cana-de-açúcar. Não demora muito, um guindaste é usado para erguer a caçamba e despejar os toletes de cana sobre uma enorme esteira rolante, a "mesa alimentadora". Num dia bom, cada tonelada de biomassa engolida ali renderá, no fim da linha, 175 quilos de açúcar, 80 litros de etanol, 800 litros de vinhaça e uns 250 quilos de bagaço úmido. Não há resíduos. Nada é desperdiçado.

"Não sobra nada da cana", diz o gerente industrial da usina, Luis Muradi. O açúcar vai para os supermercados, o etanol, para os postos de combustível. A vinhaça é enviada de volta ao campo, como fertilizante. Parte do bagaço é queimada ali mesmo, numa caldeira, para produzir a energia elétrica que faz a usina funcionar. Outra parte desemboca numa montanha de bagaço ao ar livre, com quase 30 metros de altura.

O ideal seria que essa montanha não existisse. Mas ela está longe de ser um resíduo. Pelo contrário: a "bioeletricidade" gerada pela queima do bagaço de cana pode ser um produto tão importante para a sustentabilidade energética do País quanto hoje é o etanol. "O futuro das usinas está na bioeletricidade e no álcool. Acho que o açúcar vai ficar em terceiro lugar", prevê o diretor da usina, Hugo Cagno Filho.

"A rentabilidade da cogeração é muito maior."

Inaugurada em 2003, a Vertente processa 7.500 toneladas de cana por dia. Com a caldeira e o gerador atual, produz 8 megawatts de bioeletricidade. Consome internamente 6,5 megawatts e exporta o restante para a rede de distribuição. Até 2013, com a construção de uma nova caldeira e a instalação de mais dois geradores, o plano é ampliar a produção para 40 megawatts, dos quais 30 serão vendidos (o suficiente para abastecer 60 mil pessoas). É eletricidade limpa, já que as plantas que estão crescendo no campo reabsorvem, via fotossíntese, o carbono emitido pela queima do bagaço na caldeira. Isso ocorre sucessivamente, safra após safra.

Excedentes. Todas as 434 usinas de açúcar e álcool do País são autossuficientes em energia, graças ao bagaço de cana, e 100 delas já vendem excedentes para o sistema integrado nacional. Essa bioeletricidade contribuiu, em 2009, com 670 megawatts médios para a rede, ou quase 2% da energia consumida no País, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). E há muitas montanhas de bagaço para queimar.

"Temos uma reserva gigantesca de energia adormecida nos canaviais", diz o presidente da Unica, Marcos Jank. Somando o bagaço que sobra nas usinas à palha que sobra no campo após a colheita mecanizada (que hoje não é aproveitada), o setor prevê ter biomassa suficiente para produzir 13 mil megawatts em 2020. Isso equivale a três vezes o que deverá produzir a Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu. E é suficiente para suprir 14% do consumo nacional estimado para 2019, quando está previsto o início da operação de Belo Monte.

"O Brasil vai precisar de sete usinas de Belo Monte para atender sua demanda de energia até 2020. Três delas podem vir dos canaviais", diz o economista Zilmar José de Souza, assessor de bioeletricidade da Unica.

O incentivo à bioeletricidade seria uma forma de ampliar ainda mais o papel da cana-de-açúcar como fonte de energia limpa - além da produção de etanol, que já movimenta 55% da frota de veículos leves do País. O desafio de acordar esse "gigante adormecido" dos canaviais, porém, não cabe apenas à indústria, afirma Jank. "Este é um setor que depende demais de políticas públicas."

Faltam incentivos para modernização das usinas e infraestrutura de conexão à rede. As usinas que não exportam energia trabalham com caldeiras antigas, de baixa pressão, que queimam muito bagaço para produzir pouca energia. "Seria preciso fazer um amplo programa de troca de caldeiras, para inserir essas usinas no sistema", afirma Souza. O chamado retrofit, porém, só vale a pena para o usineiro quando a caldeira atual está no fim da vida útil. Antes disso, diz Souza, só com algum incentivo do governo.

As caldeiras mais modernas chegam a 100 bar de pressão. A Vertente trabalha com uma de 45 bar, que deverá dar lugar a uma de 65 bar em 2013. O custo estimado do projeto - incluindo caldeira nova, dois geradores de 20 MW e 11 quilômetros de linhas de transmissão - é de R$ 100 milhões. Custo que Cagno Filho espera pagar com recursos do BNDES e da venda de energia. "A ideia é cogerar o ano inteiro e acabar de vez com essa montanha de bagaço. Hoje não faz sentido ampliar a capacidade de moagem sem ampliar a capacidade de cogeração. Uma coisa está casada com a outra."

Segundo o gerente setorial do Departamento de Biocombustíveis do BNDES, Artur Milanez, o volume de recursos desembolsados pelo banco para projetos de cogeração com bagaço de cana aumentou dez vezes em cinco anos: de R$ 130 milhões, em 2004, para R$ 1,3 bilhão, em 2009. A carteira atual tem 83 projetos contratados, com capacidade para gerar 2.475 MW. "A demanda é muito grande, e ainda há muito espaço para crescer."

Apesar de todo o potencial e expectativa, os ventos não sopraram a favor da biomassa de cana nos últimos leilões de energias renováveis, promovidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na semana passada. Dos 73 projetos habilitados, só 12 foram contratados, totalizando 190 MW. A grande vencedora foi a energia eólica, com 899 MW contratados, divididos em 70 projetos. O preço médio pago foi de R$ 130/MWh, ante R$ 144/MWh da bioeletricidade.

Os produtos da cana-de-açúcar já contribuem com 18% da energia ofertada no País, mas quase tudo isso se refere ao uso do etanol como combustível de veículos. A participação da bioeletricidade é bem menor. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) do Ministério de Minas e Energia, quase 90% da eletricidade produzida no País em 2009 veio de fontes renováveis - principalmente a hidráulica, com 83,7%. A biomassa (incluindo bagaço de cana , lenha e outros materiais vegetais), contribuiu com 5,9% e a eólica, com um modesto 0,3%.

Sol e vento. Além da biomassa, estudos mostram que há um enorme potencial ainda não aproveitado em energia eólica e solar no País, que poderia substituir os 10% de eletricidade que ainda são gerados em usinas nucleares e térmicas, movidas a combustíveis fósseis. Transformar esse potencial em capacidade instalada, porém, exige superar uma série de gargalos econômicos, tecnológicos, logísticos e regulatórios. A previsão é de que a participação proporcional de fontes renováveis na matriz energética não mudará radicalmente nas próximas décadas.

"O carro-chefe continuará a ser a energia hidrelétrica. As outras renováveis vão crescer pouco a pouco", prevê o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica, Nelson Hubner. A energia eólica, segundo ele, continuará a crescer, mas nunca deixará de ser uma fonte "complementar". A solar, por sua vez, só deverá se tornar economicamente competitiva daqui a 10 ou 20 anos.

Para o pesquisador Sergio Colle, coordenador dos Laboratórios de Engenharia de Processos de Conversão e Tecnologia de Energia (Lepten), da Universidade Federal de Santa Catarina, o Brasil poderia ser muito mais ambicioso no aproveitamento de seu potencial em termos de energia solar e eólica. "O País não pode se dar ao luxo de ficar de braços cruzados e desperdiçar oportunidades, só porque nasceu no "berço esplêndido" das hidrelétricas e da biomassa."


Herton Escobar
Fonte: O Estado de S. Paulo

 

 

Lula diz que setor sucroalcooleiro está amadurecido humana e tecnologicamente.

 

O presidente Luís Inácio Lula da Silva disse que o setor sucroalcooleiro está amadurecido tecnologica e humanamente e que, por isso, o Brasil não perderá mais a supremacia do setor. "Não há possibilidade do País retroceder. Temos avanço tecnológico, na indústria, temos terra, pesquisa e fotossíntese. Não temos medo de ninguém no mercado agrícola", disse a empresários e técnicos do setor na abertura da XVII Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira e da VIII Feira de Negócios e Tecnologia da Agricultura da Cana-de-Açúcar (Fenasucro&Agrocana), em Sertãozinho, na manhã desta terça-feira (31).

É a primeira vez que um presidente do Brasil participa da abertura das feiras. Antes, apenas José Alencar, como presidente em exercício, esteve presente no evento de 2006. Essa foi a quarta vez que Lula visitou Sertãozinho nas contas do atual prefeito da cidade, Nélio Garcia da Costa em 1989 e 1992, quando ainda não exercia cargo público e já como presidente no inicio do mandato, em 2002, para visitar uma usina.

Lula chegou acompanhado dos ministros da Agricultura, Wagner Rossi, e de Minas e Energia, Marcos Zimmermann, visitou estandes da feira usando um chapéu, subiu em uma colheitadeira de cana e cortou a faixa inaugural da feira.

O candidato a governador do Estado de São Paulo pelo PT, Aloísio Mercadante, acompanhou parte da visita, mas não ficou para ver Lula receber o título de Embaixador da Biodiversidade e ouvir o pedido do presidente do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroalcoleiro e Energético, Adézio Marques, para que não abandone a atenção ao setor e peça para que a sua sucessora (assim mesmo, com A no final) faça o mesmo.

DESCULPAS

Lula começou seu discurso pedindo desculpas por ser breve, alegando que ainda tinha o compromisso de estar presente na comemoração dos 100 anos do Corinthians. O presidente, que deve ser avô novamente nesta terça, fez votos para seu neto já nasça corintiano.

O presidente dispensou as três páginas finais do discurso oficial, mas fez várias improvisações, uma delas para comparar sua relação com os usineiros a um casamento. "Eu sei que muitos tinham medo de mim. Nós também tínhamos medo dos empresários do setor. Mas nunca houve uma relação tão sadia e leal entre usineiros e governo como agora. É como no casamento, você começa a gostar a partir do momento que começa a conhecer a outra pessoa", disse e completou com a afimação de que a relação de políticos com usineiros no passado é semelhante a que hoje, segundo ele, existe com os pastores evangélicos. "Os políticos usavam os usineiros para pedir dinheiro para a campanha, mas depois que ganhavam tinham vergonha de dizer que conheciam. É como acontece com os pastores evangélicos, usam para pedir voto, mas depois tem vergonha de aparecer junto na foto".

APOSTA CERTA

O presidente disse que seu governo, em 2003, apostou no resgate do Proálcool em um momento desfavorável tanto no cenário interno quanto externo, no qual o etanol estava desacreditado pelos consumidores e abandonado pelo governo, ao mesmo tempo em que o petróleo tinha uma das cotações mais baixas da história.

Em sua avaliação, a decisão foi mais que acertada, uma vez que hoje os combustíveis renováveis estão no topo da agenda ambiental mundial. "O Brasil tem credenciais tecnológicas, agrícolas e estratégicas para liderar a escalada do etanol como um dos combustíveis mais usados no mundo", afirmou.

Segundo o presidente, em 2020 o etanol será responsável por 20% do uso total de combustíveis no planeta, com um consumo de 210 bilhões de litros. A produção global em 2010, está estimada em 67 bilhões de litros, dos quais o Brasil será responsável pela fabricação de 26 bilhões de litros, um salto de 11% em relação ao ano passado.

Lula disse que o que credencia o Brasil para a liderança é, sobretudo, a eficiência da indústria nacional. A produção do etanol brasileiro utiliza menos de 1% da área agrícola do país, e em comparação com o álcool de milho produzido nos Estados Unidos é três vezes mais barato e gera oito vezes mais energia. Essa qualidade tecnológica tem sido ferramenta de acordos com outros países da América Latina e da África.

Mas o presidente ressaltou que sem o desenvolvimento humano do setor, os avanços tecnológicos não alcançariam o atual destaque. Segundo Lula, o desenvolvimento do setor nas relações humanas "não aconteceu apenas porque o trabalhador gosta de ganhar mais, trabalhar melhor, viver melhor e ter água gelada, banheiro e energia elétrica. Mas também porque, ao se tornar personagem principal no cenário energético internacional, o Brasil também passou a ser alvo de muitas críticas".

Lula disse que faz questão de defender os empresários com a mesma ênfase porque sabe da competitividade internacional e que seu governo trabalhou para derrubar as críticas e os problemas de imagem do etanol brasileiro e tomou medidas para comprovar a responsabilidade na fabricação do etanol brasileiro, como a proibição da construção de usinas nas áreas representativas dos ecossistemas brasileiros, como Amazônia, Pantanal, Cerrado e remanescentes da Mata Atlântica.

Segundo o presidente, o desafio futuro a ser alcançado para manter a liderança do setor sucroalcooleiro brasileiro é associar o etanol à sustentabilidade e à justiça social.

 

Fonte: EPTV

Carros mais leves ajudam a reduzir CO2.

 

 

Não bastam motores híbridos, elétricos ou a hidrogênio: os carros do futuro deverão ser também mais leves. De olho no desenvolvimento de automóveis menos poluentes, empresas brasileiras começam a se associar para desenvolver protótipos de carros mais leves, com carrocerias, peças e motores de materiais como o alumínio.

Estudos internacionais mostram que, a cada 1 kg de alumínio utilizado em substituição ao aço ou ferro fundido nos carros, é possível poupar emissões de até 20 kg de CO2. Com base nesses dados, a empresa Greenworks, de Jaguariúna (SP), especializada em engenharia automotiva, desenvolveu o protótipo de um carro leve, capaz de rodar até 20 km com um litro de etanol. O modelo, batizado de Cid, foi apresentado em junho no Challenge Bibendum, mostra que reuniu, no Rio de Janeiro, tecnologias automotivas sustentáveis do mundo todo.

"O Cid foi desenvolvido para ser um carro de uso urbano. Mede três metros de comprimento e possui motor a etanol, que é o nosso combustível limpo por excelência. Mas o objetivo é aprimorar o desenvolvimento para que ele tenha um motor elétrico também. As baterias, por exemplo, serão encaixadas debaixo dos bancos", explica Alfredo Nuti, diretor da Greenworks.

A estrutura do protótipo também é diferente em relação a um veículo convencional. Formada por um "sanduíche" de alumínio e madeira balsa (utilizada na construção de aeromodelos) e com vários componentes em alumínio, o modelo pesa em torno de 600 kg - o peso médio de um carro popular é em torno de 1.000 kg. "Essa diferença de peso permite entre 20% e 30% de redução no consumo de combustível e menos emissões de poluentes", diz Nuti.

Agora, a equipe de 11 engenheiros da Greenworks trabalha no aprimoramento do protótipo, que deve ser concluído até o final do ano. O objetivo é colocar o modelo em exposição em mostras automobilísticas e, no médio prazo, fabricar o modelo, que seria voltado a consumidores preocupados com a questão ambiental. A expectativa é que o modelo custe algo em torno de R$ 30 mil a R$ 40 mil. "Seria um veículo voltado a um nicho de mercado ainda pouco explorado no Brasil", diz Nuti.

Legislação. Na Europa e nos Estados Unidos, há leis determinando a redução do consumo de combustíveis e das emissões de poluentes. Em razão disso, a indústria aposta no desenvolvimento de carros mais leves.

"Na Europa, a principal preocupação é a redução das emissões de CO2, enquanto nos EUA eles querem reduzir a dependência do petróleo. Para alcançar esse objetivo, um dos meios é a substituição de matérias-primas como o aço e o ferro pelo alumínio", explica Ayrton Filletti, coordenador do Comitê de Transportes da Associação Brasileira do Alumínio (Abal). No Brasil, o peso médio do alumínio em veículos é de 45 kg por veículo - nos países da União Europeia, é de cerca de 140 kg.

Perspectiva. "Nos EUA, há uma meta para que chegue a 200 kg por veículo. Alguns carros japoneses têm até mais do que isso", diz Luiz Carlos Loureiro Filho, diretor comercial da Companhia Brasileira do Alumínio (CBA), empresa que forneceu alumínio para o protótipo da Greenworks. Segundo Otávio Carvalheira, diretor de estratégia da Alcoa, a perspectiva é que em dez anos os veículos produzidos no País tenham até 100 kg de alumínio.

Outros veículos

A cada 100 quilos de redução do peso de um veículo, a emissão de gases de efeito estufa cai: 5,2 toneladas de CO2 em ônibus

6,3 toneladas de CO2 em camionetas

1,5 mil toneladas de CO2 em aviões

VANTAGENS

Leveza


A substituição de materiais como aço e ferro fundido por alumínio pode reduzir em 400 kg o peso de um automóvel de tamanho médio.

Economia

Mais leve, um veículo de tamanho médio consome menos combustível: cada 10% de redução no peso representa de 5% a 10% de economia.

Reciclável

Até 90% dos componentes de veículos de alumínio podem ser reciclados. A desvantagem é que a produção do alumínio utiliza mais energia elétrica que a produção de aço.


Andrea Vialli
Fonte: O Estado de S. Paulo

 

Lula fala em acertos e pede mais humanização da cana.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse ontem em Sertãozinho que os acertos acumulados na área energética, com avanços no setor sucroalcooleiro, são "inegáveis", mas que há "lacunas a superar". Como exemplo, ele disse que é preciso avançar na humanização da produção canavieira.

Lula participou da abertura das feiras Fenasucro e Agrocana, acompanhado dos ministros Wagner Rossi (Agricultura), Márcio Zimmermann (Minas e Energia) e Luiz Dulci (Secretaria-Geral).

Ao discursar para empresários e políticos, Lula disse que "nunca antes na história do país" houve uma relação tão sadia com o setor canavieiro. "Uma relação em que vocês [empresários] reivindicam aquilo que entendem que devem reivindicar. O governo atende aquilo que é possível atender e diz não ao que não é possível."

Porém, Lula também cobrou avanços na humanização do setor.

"A liderança conquistada tecnologicamente pela nossa agroenergia deve agora vencer o desafio de associar ao etanol o selo da sustentabilidade e o primado da justiça social", afirmou.


Leandro Martins
Fonte: Folha de S. Paulo

 

 

Índia e Brasil ensaiam parceria para o etanol.

 

Ministros da agricultura do Brasil e da Índia devem se encontrar na próxima semana, em São Paulo, para uma aproximação que, nas entrelinhas, pode significar abrir caminhos para exportação de etanol do Brasil ao país asiático. Recentemente, a Índia renovou a mistura de etanol à gasolina em 5% com consumo estimado de 1,05 bilhão de litros por ano.

Há condições de essa mistura subir para 10%, mas a produção interna indiana é ainda insuficiente. Com a importação do etanol a partir do Brasil, a Índia teria condições de subir de imediato o percentual para 10%, afirmam fontes.

O ministro da Agricultura, Alimentação e Consumo da Índia, Sharad Pawar, deve chegar ao país no dia 8 de setembro para, no dia 9, participar da inauguração do programa de expansão dos ativos da Equipav, cuja participação majoritária foi adquirida em julho pela indiana Shree Renuka - que pagou R$ 450 milhões pelo negócio, além de assunção de dívida, e vai ainda investir mais R$ 218 milhões em ampliação e cogeração.

O titular da pasta no Brasil, Wagner Rossi, ainda não confirmou o encontro com Pawar. Segundo a assessoria do ministério, estão sendo feitos esforços para realizar o encontro no dia 10 de setembro, às 8h, na superintendência do ministério, em São Paulo.

Além de importar açúcar, a Índia também tem interesse em outros produtos brasileiros, como leguminosas, oleaginosas e óleos vegetais. A missão do ministro indiano da Agricultura também inclui visitas à Argentina e ao México.


Fabiana Batista
Fonte: Valor Econômico

 

 

Brazil to invest over $5 billion in renewable energy.

In Brazil a recently held biomass, wind and hydroelectric auction is expected to encourage $5.52 billion (€4.32 billion) in investments in alternative energies in the region.

The auction came as the Brazilian government aims to further diversify its clean energy matrix. It contracted power from biomass plants, 89 wind farms and small hydroelectric plants and will add an installed capacity of 2,892.2MW to the national energy matrix. The resulting investments are expected to come primarily from private enterprise.

Brazil's alternative energy auction was conducted through a process whereby the government first announced the energy demand stated by distributors to serve the market by 2013, and then electricity generators competed to provide energy to fill that demand at the lowest price. The result was a significant decrease in energy costs from starting prices, with a 17.41% decrease in energy supplied by biomass-fueled plants to $78.42/MWh. There was also a 19.7% decline in energy from wind farms to $76.25/MWh and a 5.17% decrease in the average trading price of energy supplied by small hydroelectric plants to $83.57/MWh.

Commenting on the auction Nelson Hübner, director of Brazil's National Electricity Regulatory Agency, said: 'The results of the energy auction represent a new paradigm in power generation in Brazil because they confirm it is possible to produce wind energy at a price that is competitive with those of thermal plants, which are more polluting.'

 

Source: Biofuel International