Sexta-feira, Abril 01, 2011

BOICOTAR A PETROBRAS!!! PERDA DE TEMPO!!!

Prezado Leitor;

No último dia 31 de março, recebi um e-mail propondo um boicote aos combustíveis produzidos pela Petrobras e distribuídos pela BR Distribuidora, como forma de promover a redução dos preços praticados e instigar uma maior competição entre as empresas distribuidoras.

Acreditando na pertinência da proposta, re-encaminhei o citado e-mail a minha base de dados.

Santa Inocência!

Quase de imediato...como um raio, recebi o e-mail resposta de um amigo, cujo nome irei preservar, mas cujo conteúdo irei aqui publicar:

“Recebi seu e-mail sobre o boicote à Petrobrás. Não adianta: a Petrobrás controla o refino de 95% da gasolina no Brasil (os restantes 5% são da Ipiranga). É ela quem fornece a todos os distribuidores, exceto a Ipiranga.

Agradeça ao Monteiro Lobato ("O petróleo é nosso") e ao monopólio estatal que vigorou até 10 anos atrás.

A BR (Petrobrás Distribuidora) tem uma participação muito menor na distribuição, se não me engano cerca de um terço do total. Mas tem 95% do refino, e é ela quem dita os preços pagos pelos distribuidores. A culpa dessa situação cai sobre nós mesmos, que há décadas apoiamos o estatismo gigantesco e o nacionalismo exacerbado (leia-se xenofobia).

Em resumo, não adianta boicotar apenas um distribuidor, a Petrobrás. Como diz o povo, o buraco é mais embaixo -- no caso, mais acima.

Tem muito mais coisa errada, além disso: a carga tributária, o aparelhamento do Estado pelo PT, à intromissão do Estado em setores que poderiam ser totalmente privados (inclusive o petrolífero). Tudo em nome do patriotismo - que também já foi chamado de "o último refúgio dos covardes".

É isso que o povo quer, por que não enxerga a relação de causa e efeito.

Ignorância dá nisso!

Todos batem no peito e dizem que é "em defesa da soberania nacional". E nos Estados Unidos, o maior consumidor de produtos petrolíferos do planeta, qual é a participação do governo no setor petrolífero?

ZERO!!!!!!!

Por isso que boicotar a Petrobrás é tão eficaz quanto adiar por um ou dois dias encher o tanque. Quando estiver na reserva, a gasolina que você vai comprar é a dela, não importa qual seja a bandeira do posto.

Ou seja, no posto da Petrobrás você só boicota a Petrobrás Distribuidora, mas não a Petróleo Brasileiro S.A.

Nem que você se abasteça num posto da Esso ou da Shell (ambos são agora parte do Grupo Cosan), a gasolina é da Petrobrás, e provavelmente vem de Paulínia...

Só no RGS, onde a Ipiranga tem a refinaria dela (Triunfo), você ainda tem alguma escolha. Aqui em SP, é tudo da Petrobrás mesmo”.

FERROU-SE! O QUE FAZER, ENTÃO??

 

Rede neural identifica vazamentos em oleodutos em tempo real.

Engenheiros brasileiros criaram um sistema de identificação de vazamentos em dutos e oleodutos em tempo real.

O sistema opera por meio de sensores de pressão de resposta rápida e de um programa de monitoramento rodando em um único computador.

O trabalho foi realizado na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da USP, em parceria com a Petrobras.

Rede neural

Os sensores de pressão são instalados ao longo do duto e conectados em rede com um computador.

No computador, um software implementando uma rede neural artificial é capaz de processar as leituras dos sensores e analisar e monitorar os vazamentos, por toda a extensão do duto, em tempo real.

Todo o processamento é feito por um único computador do tipo PC comum.

Além do desenvolvimento da rede neural, a pesquisa levou 2 anos e 10 meses apenas na fase experimental.

Durante este período, o aperfeiçoamento da rede, assim como seus testes em conjunto com os sensores, foram realizados em um oleoduto piloto do Núcleo de Engenharia Térmica e Fluidos (NETeF), da EESC-USP, com 1.500 metros de extensão e 51,2 mm de diâmetro.

Treinamento da rede

"Neste trabalho inicial, implementamos a rede neural de forma offline, mas devido ao baixo custo computacional, esta rede pode ser facilmente implementada em eletrônica embarcada, ou seja, de forma online", afirma o pesquisador que desenvolveu o equipamento, Fernando Guimarães Aguiar, sob a orientação do professor Paulo Seleghim Junior.

Aguiar mostra-se otimista em relação aos resultados do estudo.

"O que demanda mais tempo é a implementação da rede. A definição do que é ou não é considerado um vazamento. Depois disso, nosso algoritmo foi capaz de discriminar com precisão os sinais de vazamento e de não vazamento, para diversas vazões, em diferentes pontos e em tempo real ", relata.

Próximos passos

De acordo com Aguiar, ainda é necessário aprimorar a análise e o processamento dos dados para transformar a pesquisa em um produto comercializável, principalmente no que se refere ao ajuste dos sensores durante a partida e a parada da bomba de óleo ou água.

"Por enquanto, trabalhamos com escoamento monofásico de água e com um escoamento constante. Em situações normais, muitas vezes o fluxo de bombeamento é interrompido e reativado depois e, também, pode-se ter escoamento bifásico (óleo e ar). Temos que adaptar nosso sistema para não entender isso como vazamento", conclui.

Fonte: Inovação Tecnológica

Banhados artificiais tratam esgoto com técnicas naturais.

A equipe do professor Marcelo Nolasco, da USP, desenvolveu um novo sistema de tratamento de esgotos usando métodos naturais, conhecidos como banhados artificiais.

Banhados artificiais

A técnica, também conhecida com wetlands (área pantanosa), usa tanques nos quais areia, cascalho ou outros materiais, funcionam como meio de suporte para o crescimento de plantas aquáticas (macrófitas).

Dentro dos tanques, diversos processos biológicos naturais promovem o tratamento das águas residuárias com o auxílio das populações de microrganismos que se desenvolvem na zona das raízes das plantas e no meio filtrante.

Segundo o professor Nolasco, o relato mais antigo de utilização desse sistema veio de um estudo de 1953, desenvolvido no Instituto Max Planck, na Alemanha.

O uso dos banhados artificiais surgiu a partir da observação de que o sistema era eficiente na remoção de poluentes químicos e de patógenos - a água que entrava poluída nesses banhados saía com melhor qualidade.

Benefícios das wetlands

Outras vantagens do tratamento natural de esgotos são o baixo custo e os benefícios ambientais do sistema.

Por utilizar materiais de baixo custo e que não precisam ser transportados por longas distâncias, a implantação do sistema de wetlands fica mais barato do que uma estação de tratamento tradicional.

Sob o ponto de vista ambiental, os banhados artificiais têm capacidade de suportar variações na vazão de água, o que é muito importante nos dias de chuvas fortes. E a grande população de organismos que ali convivem acabam favorecendo a biodiversidade.

"É um sistema que se integra à paisagem natural, utilizando plantas da própria região onde é implementado", explica o professor.

Tratamento de águas residuárias

Segundo Nolasco, a ideia de trabalhar com o sistema de banhados artificiais surgiu da necessidade de criar uma nova estrutura para que os alunos pudessem realizar estudos na área de tratamento de águas residuárias.

A estrutura de pesquisa, que acaba de ser implementada, permitirá o desenvolvimento de novos estudos.

Os sistemas de banhados artificiais foram selecionados por serem alternativas tecnológicas sustentáveis, robustas, de forma a atender a necessidade de ampliação do conhecimento por tecnologias descentralizadas de tratamento de esgotos no Brasil.

Em diversos países, esta é uma tecnologia em amplo desenvolvimento, mas relativamente pouco desenvolvida no Brasil. "É um sistema que pode ajudar a diminuir o alto défice existente no Brasil com o tratamento de esgoto", diz Nolasco.

O laboratório, mais parecido com uma planta-piloto, possui três unidades com características diferentes, todas abastecidas com o esgoto da própria faculdade.

As unidades foram planejadas e submetidas a diferentes configurações construtivas e operacionais para se avaliar a melhor relação custo-benefício.

Em uma delas, o volume do meio suporte (areia e pedregulho) consiste no dobro da outra. Em outra unidade, o fluxo de água é horizontal, diferenciando-se das demais de fluxo vertical e assim por diante. Dessa forma, será possível avaliar o comportamento de cada uma das unidades na remoção de poluentes químicos e biológicos, associados a cada uma das configurações.

Saneamento descentralizado

A princípio, um dos objetivos da pesquisa era obter informações sobre as modalidades de reúso adequadas para a água residuária tratada. Até o momento, os estudos se mostram promissores, principalmente para os índices de nitrogênio e de sólidos suspensos.

A partir dos resultados dos estudos em andamento, espera-se que o projeto obtenha novos recursos junto às agências de fomento e na iniciativa privada, de forma a ampliar o âmbito do estudo e o retorno à sociedade com soluções apropriadas às suas necessidades.

Segundo o pesquisador Vitor Cano, que auxiliou o professor durante todo o projeto, o que o chamou a atenção nessa pesquisa foi o estudo sobre saneamento descentralizado, área que ele achou interessante e a qual pretende continuar estudando.

De acordo com Nolasco, considerando o caráter multidisciplinar do projeto, o próximo passo é atrair também alunos das áreas de biologia, engenharia ambiental, engenharia civil, arquitetura, química, entre outros, para juntos, aperfeiçoarem os projetos a partir do sistema já construído.

"No futuro pretendemos atrair novos alunos de graduação, da pós-graduação, pós-doutorandos e montarmos um parque demonstrativo de soluções para o tratamento de águas residuárias", completa.

Fonte: Inovação Tecnológica