Terça-feira, Janeiro 10, 2012

BP Biocombustíveis seleciona para estágio e trainee.

A empresa que atua no mercado de energia BP Biocombustíveis está com inscrições abertas para os programas de estágio e trainee. As vagas oferecidas são para atuação na unidade da cidade de São Paulo.

 Programa de Estágio – São oferecidas oportunidades para universitários cursando o antepenúltimo ou penúltimo ano de Agronomia, Economia, Direito, Estatística, Matemática, Jornalismo, Comunicação e Relações Publicas. Também é necessário ter conhecimentos de nível avançado em inglês.

 Programa de Trainee – Para participar, é preciso ter formação entre 2009 e 2011, nos cursos de Administração, Economia, Contabilidade, Engenharias (Produção, Agrícola, Agronomia, Química, Alimentos). Inglês avançado também é requisito.

 Inscrições - Para concorrer a uma vaga, interessados devem enviar o currículo até 25 de janeiro para rh1@praxisconsult.com.br, indicando no campo assunto a vaga de interesse: estágio ou trainee.

 

Segunda-feira, Janeiro 02, 2012

SP muda licenciamento ambiental no setor agropecuário.

Duas resoluções do governo de São Paulo publicadas no DOE (Diário Oficial do Estado), em 29 de dezembro de 2011, diminuem as exigências ambientais na atividade agropecuária. São elas, a Resolução nº 01/2011 conjunta das Secretarias de Meio Ambiente, de Agricultura e da Justiça e a outra é a Resolução/SMA nº 74/2011.

 

De acordo com a Resolução conjunta nº 01/2011, alguns empreendimentos e atividades, em função de seu reduzido potencial poluidor/degradador ficam dispensados de licença ambiental desde que o interessado preencha e apresente a Declaração de Conformidade da Atividade Agropecuária e que e não implique intervenção em áreas de preservação permanente ou supressão de vegetação nativa.

 

São beneficiadas com essa dispensa a seguintes atividades: cultivo de espécies de interesse agrícola temporárias, semi-perenes e perenes. A criação de animais domésticos de interesse econômico, exceto as atividades de avicultura, suinocultura e aqüicultura, desde que estas não sejam de subsistência. A apicultura em geral e ranicultura. A reforma e limpeza de pastagens quando a vegetação a ser removida seja constituída apenas por estágio pioneiro de regeneração de acordo com a legislação vigente. E finalmente, projetos de irrigação.

 

Conforme o texto, os novos projetos agropecuários que contemplem áreas acima de 1.000 (mil) hectares deverão, independentemente de sua natureza, ser licenciados pela CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).

 

Além disso, as ampliações de plantio ou atividades pecuárias também deverão ser objeto de licenciamento pela CETESB quando a área de ampliação for superior a 1.000 (mil) hectares.

 

Dispensa de licenciamento

 

A Resolução/SMA nº 74/2011 identifica as atividades que não dependem de licenciamento ambiental desde que não impliquem supressão de vegetação nativa ou intervenção em áreas de preservação permanente.

 

A Resolução beneficia as seguintes atividades: limpeza manual ou com o emprego de pequenos equipamentos de drenos artificiais em várzeas, corpos d’água ou em reservatórios de água para irrigação e outros usos rurais, com área de espelho d’água menor que 1 hectare, contemplando remoção de sedimentos (solo) acumulados, da vegetação aquática e matéria orgânica que estejam prejudicando a finalidade original do dreno ou reservatório, desde que seja dada destinação adequada ao material oriundo da limpeza, sendo admitida a disposição temporária do material dragado em áreas de preservação permanente desprovidas de vegetação nativa.

 

A construção de reservatórios d’água para atividades agropecuárias com até 50.000 m² (cinqüenta mil metros quadrados), desde que os reservatórios sejam construídos por escavação, fora de área de preservação permanente e não resultantes do barramento de cursos d’água.

A manutenção e recuperação de vertedouros e aterro de açude, quando tais operações não implicarem aumento da ocupação já existente em área de preservação permanente.

 

A manutenção de estradas, carreadores internos, aceiros e cercas e aviventação e divisas e picadas.

 

A recuperação e reforma de pontes e outras travessias quando tais operações não implicarem aumento da ocupação já existente em área de preservação permanente.

 

A construção, reforma ou ampliação de barracão para atividades agropecuárias.

 

A construção, reforma ou ampliação de centros de atendimento ao turismo rural e comercialização de produtos artesanais.

 

A reforma de imóveis rurais sem ampliação de área construída ou impermeabilizada, em Área de Proteção dos Mananciais da Região Metropolitana de São Paulo.

 

A aquisição de implementos, máquinas e insumos agrícolas.   

 

 Veja a íntegra das Resoluções.

 RESOLUÇÃO CONJUNTA SMA/SAA/SJDC Nº 01, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2011

 

Dispõe sobre o licenciamento ambiental para atividades agropecuárias no Estado de São Paulo.

Os Secretários de Estado do Meio Ambiente, de Agricultura e Abastecimento e da Justiça e da Defesa da Cidadania, no uso de suas atribuições legais,

RESOLVEM:

Artigo 1° – Os empreendimentos e atividades listados a seguir, em função de seu reduzido potencial poluidor/degradador ficam dispensados de licença ambiental desde que o interessado preencha e apresente a Declaração de Conformidade da Atividade Agropecuária, observando integralmente os requisitos definidos no Artigo 2º desta Resolução Conjunta e que não implique intervenção em áreas de preservação permanente ou supressão de vegetação nativa:

I. cultivo de espécies de interesse agrícola temporárias, semi-perenes e perenes;

II. criação de animais domésticos de interesse econômico, exceto as atividades de avicultura, suinocultura e aqüicultura, desde que estas não sejam de subsistência;

III. apicultura em geral e ranicultura;

IV. reforma e limpeza de pastagens quando a vegetação a ser removida seja constituída apenas por estágio pioneiro de regeneração de acordo com a legislação vigente; e

V. projetos de irrigação.

Parágrafo único – A implantação ou regularização de poços rasos ou profundos e de estruturas para permitir a captação ou lançamento superficial em corpos d’água, bem como a regularização de barragens e travessias existentes destinadas a atividades agropecuárias, quando não implicarem supressão de vegetação nativa ficam dispensados de licença ambiental nos termos deste artigo, não sendo dispensada a obtenção de outorga ou cadastro para a utilização do recurso hídrico, nos termos do Decreto Estadual nº 41.258, de 31 de outubro de 1996.

Artigo 2º – Cabe à Secretaria de Agricultura e Abastecimento receber a Declaração de Conformidade da Atividade Agropecuária a que se refere o “caput” do artigo 1º desta Resolução Conjunta, preenchida pelo interessado com a observância dos seguintes requisitos:

I. atendimento à legislação pertinente ao Uso e Conservação do Solo (Lei Estadual nº 6.171, de 04 de julho de 1988, alterada pela Lei Estadual nº 8.421, de 23 de novembro de 1993, e regulamentada pelo Decreto nº 41.719, de 16 de abril de 1997, alterado pelos Decretos nº 44.884, de 11 de maio de 2000, e nº 45.273, de 06 de outubro de 2000);

II. atendimento à legislação pertinente ao uso de Agrotóxicos (Lei Federal nº 7.802, de 11 de julho de 1989, regulamentada pelo Decreto nº 4.074, de 04 de janeiro de 2002); e

III. adoção de boas práticas de produção agropecuária.

§ 1º – A Secretaria de Agricultura e Abastecimento deverá estabelecer o modelo da Declaração de Conformidade da Atividade Agropecuária, bem como os atos normativos necessários à sua regulamentação.

§ 2º – Caberá à Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania, por meio da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo “José Gomes da Silva”- ITESP, o recebimento da Declaração de Conformidade da Atividade Agropecuária, na forma prevista nos artigos 1º e 2º, para os beneficiários dos projetos da reforma agrária e para os remanescentes das comunidades quilombolas por ela assistidos.

Artigo 3º – Novos projetos agropecuários que contemplem áreas acima de 1.000 (mil) hectares deverão, independentemente de sua natureza, ser licenciados pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB.

Parágrafo único – As ampliações de plantio ou atividades pecuárias deverão ser objeto de licenciamento pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo –CETESB quando a área de ampliação for superior a 1.000 (mil) hectares.

Artigo 4º – As atividades agrosilvopastoris não abrangidas pelo artigo 1º desta resolução Conjunta, serão objeto de licenciamento no âmbito da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB.

Artigo 5º – Fica revogada a Resolução Conjunta SMA/SAA nº 6, de 20 de dezembro de 2010.

Artigo 6º – Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

 

RESOLUÇÃO SMA Nº 74, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2011

 

Dispõe sobre a inexigibilidade de licenciamento ambiental para as atividades que especifica.

O Secretário de Estado do Meio Ambiente, no uso de suas atribuições legais,

RESOLVE:

Artigo 1° – As atividades listadas a seguir, em função de não se caracterizarem como Projetos Agrícolas de que trata o Anexo 1 da Resolução CONAMA 237/97 e de seu reduzido potencial poluidor/degradador, não dependem de licenciamento ambiental desde que não impliquem supressão de vegetação nativa ou intervenção em áreas de preservação permanente:

I. limpeza manual ou com o emprego de pequenos equipamentos de drenos artificiais em várzeas, corpos d’água ou em reservatórios de água para irrigação e outros usos rurais, com área de espelho d’água menor que 1 hectare, contemplando remoção de sedimentos (solo) acumulados, da vegetação aquática e matéria orgânica que estejam prejudicando a finalidade original do dreno ou reservatório, desde que seja dada destinação adequada ao material oriundo da limpeza, sendo admitida a disposição temporária do material dragado em áreas de preservação permanente desprovidas de vegetação nativa;

II. construção de reservatórios d’água para atividades agropecuárias com até 50.000 m² (cinqüenta mil metros quadrados), desde que os reservatórios sejam construídos por escavação, fora de área de preservação permanente e não resultantes do barramento de cursos d’água;

III. manutenção e recuperação de vertedouros e aterro de açude, quando tais operações não implicarem aumento da ocupação já existente em área de preservação permanente;

IV. manutenção de estradas, carreadores internos, aceiros e cercas e aviventação e divisas e picadas;

V. recuperação e reforma de pontes e outras travessias quando tais operações não implicarem aumento da ocupação já existente em área de preservação permanente;

VI. construção, reforma ou ampliação de barracão para atividades agropecuárias;

VII. construção, reforma ou ampliação de centros de atendimento ao turismo rural e comercialização de produtos artesanais;

VIII. reforma de imóveis rurais sem ampliação de área construída ou impermeabilizada, em Área de Proteção dos Mananciais da Região Metropolitana de São Paulo; e

IX. aquisição de implementos, máquinas e insumos agrícolas.

Artigo 2º - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Fonte: Observatório Eco

Terça-feira, Dezembro 13, 2011

Avião da Embraer testará novo tipo de biocombustível em 2012.

Uma nova modalidade de bioquerosene de aviação, produzida a partir de leveduras geneticamente modificadas, será testada no voo de um jato da Embraer no primeiro semestre do próximo ano, possivelmente durante a conferência ambiental Rio+20. A informação foi dada por representantes da própria Embraer e da Amyris, detentora da tecnologia de produção do combustível, durante o seminário Combustíveis Alternativos para Aviação, realizado em São José dos Campos (SP).


“A levedura é a mesma usada na fermentação do pão ou da cerveja”, disse ao Inovação Unicamp Luciana Di Ciero, diretora da Amyris, empresa de origem americana que mantém instalações no Techno Park de Campinas. “Só que, modificada geneticamente, ela produz um produto, o farneseno, que além de ser um combustível em si, também pode ser modificado quimicamente para dar origem a vários produtos, como bioquerosene de aviação”.

 

O insumo consumido pela levedura é o açúcar, que pode ter qualquer origem – desde o açúcar de cana ao que poderá, eventualmente, ser produzido a partir de celulose, como esperam os pesquisadores que desenvolvem os chamados biocombustíveis de segunda geração.

 

Em sua apresentação durante o evento, Alexandre Tonelli Filogonio, engenheiro de Desenvolvimento de Combustíveis Alternativos da Embraer, lembrou que a ênfase atual nas pesquisas de biocombustíveis para aviação envolve a busca pelos chamados “drop-in”, produtos de origem renovável que sejam o mais parecidos possível, em suas propriedades químicas e físicas, com a querosene de aviação de origem fóssil, de modo que possam ser usados nos aviões já existentes, sem a necessidade de adaptações na mecânica ou na performance dos aparelhos.

 

Ao menos por enquanto, desenvolvimentos como o Ipanema, avião da Embraer construído especialmente para consumir etanol, devem continuar a ser exceções restritas a nichos específicos. O Ipanema, por exemplo, vem sendo adotado na pulverização de plantações.


Já existem duas tecnologias, aprovadas por órgãos reguladores internacionais, para a produção de bioquerosene de aviação, usada numa mistura com pelo menos 50% de querosene de aviação de origem fóssil. Se aprovada, a versão da Amyris será a terceira. “O mais complicado é a certificação”, disse Luciana. “Estamos prevendo o final do processo para 2015 ou 2016”.


Falando à Inovação Unicamp, Filogonio lembrou que o setor da aviação está sob forte pressão para reduzir suas emissões de gases causadores do efeito estufa. Já a partir de 2012, todas as emissões de voos com origem ou destino em países da União Europeia passarão a fazer parte do ETS, o sistema europeu de comércio de permissões para lançar gases do efeito estufa na atmosfera.


“A aviação é responsável por 2% a 3% das emissões mundiais”, disse Filogonio. “Mas, à medida que outros setores vão adotando estratégias renováveis, como a energia solar, eólica, o etanol, a participação proporcional do setor aéreo tende a crescer, e a aviação torna-se vidraça nessa questão”.

 

O uso de biocombustível tem o potencial de reduzir as emissões líquidas e CO2 do setor quando se leva em conta o ciclo completo do produto, considerando-se o dióxido de carbono retirado da atmosfera pelas plantações que servem de matéria-prima. Participantes do seminário lembraram que é preciso um acompanhamento cuidadoso para garantir que realmente haja captura de carbono no ciclo completo.


Alfred Szwarc, representante da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), depois de destacar o crescimento do mercado de aviação no Brasil, chamou atenção para a necessidade de políticas de incentivos. “Em 30 anos envolvido no setor de energias alternativas”, disse ele, “nunca vi um projeto avançar sem algum tipo de incentivo”.

 

Plataforma brasileira

 

Também durante o evento, o CEO e diretor técnico da Curcas Diesel Brasil, Claudio Eberling, apresentou a Plataforma Brasileira de Bioquerosene de Aviação, uma iniciativa que reúne, além da Curcas, a Embrapa Bioenergia e a Associação Brasileira de Produtores de Pinhão-Manso (ABPPM). O grupo pretende ter, até 2014, uma unidade de produção de biocombustíveis, incluindo biodiesel e bioquerosene de aviação, já implantada e em operação no Sudeste brasileiro. O Estado de São Paulo consome cerca de 60% do querosene de aviação usado no Brasil.


Eberling citou, além das restrições que entrarão em vigor na Europa, a meta da IATA, a organização internacional das empresas de transporte aéreo. Em 2009, a IATA assumiu o compromisso de congelar as emissões de CO2 do setor até 2020. Nota emitida pela associação, na época, prometia que, mesmo com o crescimento da demanda por viagens aéreas, “as emissões da aviação não aumentarão”.


“Em parte isso virá de tecnologias novas, melhoria na infraestrutura dos aeroportos e, também, com o uso de energias renováveis”, disse Eberling. A IATA espera que, a partir de 2015, 1% do querosene de aviação originário de petróleo seja substituído por bioquerosene, chegando a 6% em 2020.


A Plataforma Brasileira contempla a pesquisa para o aprimoramento das plantas que poderão servir de matéria-prima – com ênfase no pinhão-manso (Jatropha curcas) –, o processamento, o refino, a logística e a chegada ao consumidor final.

“Hoje, para suprir a necessidade de produção de bioquerosene, será necessário o uso de várias matérias-primas”, disse Eberling em sua apresentação, reconhecendo que, ao menos por enquanto, a produção de pinhão-manso não dá conta da demanda esperada. Segundo ele, hoje o Brasil consome 5 milhões de toneladas anuais de querosene de aviação. Com a meta de substituição de 1% desse total por bioquerosene até 2015, a massa necessária de combustível renovável, apenas no Brasil, seria de 50.000 toneladas.


Além de outras fontes vegetais, o executivo citou o possível uso de gordura animal e a reciclagem de óleo de fritura de grandes restaurantes e lanchonetes.


Eberling destacou ainda a realização, no fim de novembro e início de dezembro, do 2º Congresso Brasileiro de Pesquisa em Pinhão-Manso e do Workshop Pan-Americano de Sustentabilidade nos plantios de Pinhão-Manso. “O objetivo é promover, na jatropha, a escalabilidade com sustentabilidade”, disse ele, mencionando estudos que vêm sendo realizados em países como Estados Unidos, México, Colômbia e Brasil.


O seminário Combustíveis Alternativos para a Aviação foi realizado pela Organização Brasileira para o Desenvolvimento da Certificação Aeronáutica (DCA-BR).

Fonte: Inovação Unicamp.

Sexta-feira, Novembro 25, 2011

Conama limita emissões de poluentes.

Resolução aprovada na 104ª reunião do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente), que terminou nesta quinta-feira (24/11), exige que indústrias, refinarias e termoelétricas, que entraram em funcionamento antes de 2007, respeitem limite de emissões nos padrões das novas. Medidas levam à modernização do parque industrial.

 

Indústrias, refinarias de petróleo, termoelétricas a gás e óleo e até fábricas de cimento que entraram em operação antes de 2006 terão que reduzir suas emissões de poluentes aos níveis adotados para as novas plantas. Os prazos para a adequação variam de 5 a 15 anos, conforme a atividade, mas em alguns casos as exigências terão aplicação imediata.

 

A nova resolução preenche uma lacuna deixada pela n° 382, que vigora desde 2007, limitando as emissões de plantas licenciadas antes de sua edição.

Além do impacto esperado na melhoria da qualidade do ar, as medidas terão reflexo direto na modernização e competitividade do parque industrial brasileiro, acredita o diretor de gestão estratégica do Ministério do Meio Ambiente, Volney Zanardi. Para ele, o desafio agora é dotar o país de um sistema de monitoramento capaz de assegurar a efetividade da resolução aprovada.

 

A medida tem como objetivo reduzir os níveis de poluição em áreas diretamente afetadas por estes setores da indústria. Emissões de gases tóxicos, como o sulfúrico, o nítrico e fosfórico, além de particulados, serão limitadas e monitoradas, para melhorar a qualidade do ar nestas regiões. O acordo com os diversos setores foi alinhavado nos últimos três anos, com o compromisso do setor de renovar seus processos e modernizar suas instalações.

 

Para o gerente de qualidade do ar, Rudolf Noronha, a resolução incorpora ao universo já regulamentado pelo Conama uma parcela significativa das chamadas fontes fixas de emissão de poluentes na atmosfera. “É um ganho expressivo, já que estes setores operam praticamente sem limites de emissão”, afirma. Alguns parques instalados antes da resolução de 2006 já operam dentro dos padrões, devido a condicionantes de licenciamento. Os demais agora têm uma regra com prazos definidos.

 

O Conama aprovou, ainda, medidas de ajustes de procedimentos por parte da construção civil e do setor de óleos lubrificantes à nova Política Nacional de Resíduos Sólidos. A próxima reunião do Conselho está prevista para março de 2012. 

 

Fonte: Observatório Eco com informações do MMA.

 

Terça-feira, Novembro 22, 2011

Brazil 3.0


"É notório que tanto a qualidade de vida quanto a própria continuidade da vida, atualmente com franca redução na taxa de crescimento global, dependem diretamente do equilíbrio ecológico do meio ambiente. Tal verdade científica foi consagrada pela Constituição Federal do Brasil de 1988, que alçou no artigo 225 o meio ambiente à condição de direito fundamental. O mesmo dispositivo constitucional dispõe que é obrigação de todos zelar pelo meio ambiente – dever que inclui qualquer pessoa, desde os indivíduos até as empresas e o Estado."

Brazil 3.0












Para avaliar uma ONG ou empresa e sua inserção na sociedade, incluindo o ambiente de negócios e politica, é necessário uma missão e visão unificadora para mensurar seu alinhamento, o que passa pela formulação de uma estratégia comum para todos os atores que compõem o tecido social:
  1. Sociedade
  2. Pessoas
  3. Empresas
  4. Governo
  5. ONG
Normalmente na formulação das estratégias, seja de governo, corporativa ou mesmo das ONG, são consideradas apenas as perspectivas:
  • financeira;
  • clientes;
  • processos internos;
  • aprendizado e crescimento.
Isso criou uma disfunção social e de mercado à medida que exclui as perspectivas sócio-ambientais. O mesmo vale mesmo quando se trata de uma ONG, ao formular sua estratégia norteada por esta metodologia que, embora bem intencionada, não dispõem das metodologias e ferramentas de gestão adequadas, o que resulta em constante burburinho mediático, em torno de ações equivocadas, muitas vezes entendidas como erros ou irregularidades que, até serem esclarecidas, o ministro já caiu, fazendo o corpo social patinar, se a reposta da gestão central não for ágil.


O que podemos tirar de bom disso?


Neste caso, deve ser revista a metodologia adotada para a elaboração da estratégia, normalmente o BSC - Balanced Scorecard - uma metodologia de medição e gestão de desempenho desenvolvida pelos professores da Harvard Business School, Robert Kaplan e David Norton, em 1992. Os métodos usados na gestão do negócio, dos serviços e da infra-estrutura, baseiam-se normalmente em metodologias consagradas que podem utilizar a TI (tecnologia da informação) e os softwares de ERP como soluções de apoio, relacionando-a à gerência de serviços e garantia de resultados do negócio. Os passos dessas metodologias incluem: definição da estratégia empresarial, gerência do negócio, gerência de serviços e gestão da qualidade; passos estes implementados através de indicadores de desempenho.

O BSC (Balanced Scorecard) foi apresentado inicialmente como um modelo de avaliação e performance empresarial, porém, a aplicação em empresas proporcionou seu desenvolvimento para uma metodologia de gestão estratégica que se estendeu  para ONG, órgãos do governo, igrejas e etc.
Os requisitos para definição desses indicadores tratam dos processos de um modelo da administração de serviços e busca da maximização dos resultados baseados em quatro perspectivas que refletem a visão estratégia empresarial:
  • financeira;
  • clientes;
  • processos internos;
  • aprendizado e crescimento.
No entanto, quando uma ONG orienta sua estratégia, tatica e operações apenas por  estas perspectivas e seus respectivos indicadores de desempenho (KPI) o faz de forma míope e, embora seja uma abordagem poderosa, esta aquém do que demanda a sociedade no tocante a sua inserção no tecido social.

Para corrigir esta disfunção, é necessário, primeiro, remodelar a estratégia incorporando novas perspectivas - sócio-ambiental - ou adotando uma metodologia e ferramentas originalmente mais ricas, ao ser concebida sem remendos ao incorporar as perspectivas sócio-ambiental, que permite o alinhamento estratégico das ONG, mesmo aquelas ditas “joio”, dispensando sua "separação", "triagem", ou mesmo fechamento, uma vez que o erro não está nas pessoas - mais de 2 000 000 distribuídas em mais de 300 000 ONG - mas numa estratégia frágil e ausência de ferramentas para gestão de seu desempenho nas perspectivas estratégia, tatica e operacional.

O que não pode ser medido não pode ser gerenciado, e isso vale para aspectos sócio-ambiental.
Para isso, e a mais de 20 anos, a FNQ - Fundação Nacional da Qualidade, divulga a excelência em gestão e possui o MODELO DE EXCELÊNCIA DA GESTÃO, o MEG, cujos Fundamentos são:
  1. Pensamento sistêmico;
  2. Aprendizado organizacional;
  3. Cultura de inovação;
  4. Liderança e constância de propósitos;
  5. Orientação por processos e informações;
  6. Visão de futuro;
  7. Geração de valor;
  8. Valorização de pessoas;
  9. Conhecimento sobre o cliente e o mercado;
  10. Desenvolvimento de parcerias
  11. Responsabilidade social.
Enquanto os critérios e indicadores de desempenho mensuráveis e gerenciaveis são:
Portanto, o MEG, além de possuir ser uma metodologia amplamente reconhecida e aceita, está alinhado com o que há de mais moderno e útil na gestão corporativa, seja de empresas, ONG ou governo, ao permitir o gerenciamento do desempenho nos aspectos estratégico, tatico e operacional e seus indicadores, onde a perspectiva sócio-ambiental é elemento central.








A figura representativa do MEG simboliza a organização, considerada como um sistema orgânico e adaptável ao ambiente externo. O MEG é representado pelo diagrama  acima, que utiliza o conceito de aprendizado segundo o ciclo de PDCA (Plan, Do, Check, Action).

Outra iniciativa que contribui grandemente para a busca na excelência da gestão e transparência das ONG, é a Bolsa de Valores Sociais e Ambientais (BVS&A), uma iniciativa lançada pela BOVESPA - Bolsa de Valores de São Paulo - para impulsionar projetos realizados por ONG brasileiras, visando acima de tudo promover melhorias nas perspectivas sociais e ambientais do país.

Seu principal objetivo é estabelecer um ambiente de criação de valor que privilegie a crença em projetos que mereçam ser apoiados, de forma transparente e confiável. Para tanto, BOVESPA e suas Corretoras associadas apresentam a carteira de projetos sociais e ambientais listados na BVS&A e buscam, assim, atrair recursos para estes.
Seguindo a mesma analogia do mercado de ações, no qual as empresas fortalecem seus negócios através da BOVESPA devolvendo o capital do investidor com lucros e dividendos, as ONGs apoiadas tornam-se mais fortes e devolvem esse investimento na forma de uma sociedade mais justa e um planeta mais saudável.

Ao lançar este projeto, reconhecido pela Unesco como pioneiro no mundo, adotado como Estudo de Caso pelo escritório do Global Compact da ONU e replicado em 2006 na África do Sul, a BOVESPA inova não somente no que diz respeito aos canais através dos quais as ONG podem levantar fundos, mas também pela criação dos conceitos de Investidor Socioambiental, Ação Socioambiental e Lucro Socioambiental.
Para mensurar nas perspectivas estratégicas sócio-ambientais, podemos usar diversos indicadores, de qualidade do ar, ao nível de coleta e tratamento de esgotos, contudo, são necessários indicadores de desempenho globais, e comuns a todos os atores do tecido social:
  1. Pessoas
  2. Sociedade
  3. Empresas
  4. Governo
  5. ONG
Se trata de:
  1. IDH
  2. Renda per capita
  3. Arrecadação percapita
Portanto, para os 5560 municípios brasileiros onde estão distribuídas 300 000 ONG, ou, 54 por município, temos três indicadores universais e sua missão é mensurar e contribuir para o seu crescimento em suas bases de operação, sem se esquecer dos demais, em função do perfil  da ONG.

O Brasil fará parte dos TOP FIVE em 2020.

Isso significa não apenas aumento de IDH e Renda Per capita, mas também o aumento da Arrecadação Percapita, portanto, um objetivo comum de todo o tecido social, e não se limita aos municípios de atuação das empresas, mas em toda sua cadeia de valor, incluindo fornecedores ter ou quarteirizados, pois sua inclusão implica na transferência do risco ao cliente, portanto, o todo deve ser considerado nas perspectivas estratégicas.



Ranking - Country - GID PPP percapita - Taxes. (% GID) - Tax revenue per capita - Indepêndencia


.1 .Luxembourg. .US$77,600.00 .36.40 .US$28,246.40 .1867
.2 .Norway.       .US$59,300.00 .43.60 .US$25,854.80 .1905
.3 .Sweden.       .US$36,800.00 .49.70 .US$18,289.60 .1523
.4 .Denmark.     .US$36,200.00 .50.00 .US$18,100.00 .1849
.5 .Belgium.       .US$36,600.00 .46.80 .US$17,128.80 .1830
.49 .Brazil.         .US$10,200.00 .38.80 .US$3,957.60 .1822


E porque o gerenciamento do desempenho é importante?
Para mensurar a saida da posição 49 e figurar entre os top five!

Primeiro: A fonte de valor no mercado transferiu-se dos ativos tangíveis para os ativos intangíveis, mudando de 62 e 38, em 1982, para 15 e 85% no ano 2000.
Segundo: Os fatores não-financeiros que mais influenciam nas avaliação das empresas pelos acionistas:


• 1. Governança corporativa

• 2. Êxito na execução da Estratégia
• 3. Estratégia e capacidade administrativa
• 4. Políticas de Disclosure
• 5. Relações com Investidores
• 6. Capacidade de lançar novos produtos
• 7. Crescimento da base de clientes
• 8. Participação no mercado (market and mind share)
• 9. Respeito ao meio ambiente
• 10. Responsabilidade social corporativa



Terceiro: Barreiras na Implementação da Estratégia:
* Barreira da Visão. Apenas 5% do nível operacional compreende a estratégia
* Barreira das Pessoas. 70% das organizações não vinculam incentivos e remuneração à estratégia
* Barreiras dos Recursos. 60% das empresas não vinculam o orçamento à estratégia
* Barreiras da Gestão. 85% das equipes de executivos passam menos de uma hora por mês discutindo a estratégia.



A soma das Barreiras na Implementação da Estratégia resulta no fato de que 9 em 10 companhias, ONG e o Brasil falham na implementação da estratégia Global. Figurar entre os top five.
Os atuais ERP - sistemas de gestão - foram criados para atender organizações industriais estáveis que mudavam de modo incremental, no entanto, a velocidade dos Velozes&Furiosos do depto de vendas e mkt, impulsionou o surgimento das ferramentas embrionárias para o gerenciamento do desempenho, cuja maior expoente foi a Siebel e sua ferramenta de CRM, posteriormente parceira da SAP, pioneira em ERP, e que hoje tem sua própria solução de CRM, motivo pelo qual a Siebel foi adquirida pela Oracle.



Contudo, a velocidade e as soluções para gerenciamento de desempenho destes três atores - Empresa, ONG e Governo - se estenderam para todos os seus departamentos e órgãos, o que levou ao surgimento de Sites de Softwares completas dedicadas a esta tarefa, enquanto as empresas de ERP correm contra o tempo, e a toda velocidade, para se adaptarem à nova realidade, onde o gerenciamento do desempenho é o catalisador no atendimento das demandas por Sustentabilidade Sócio Ambiental, portanto, demanda alinhamento das estratégias corporativas para os três atores sociais - Empresa, ONG e Governo.
Enquanto isso, os atores cuja estratégias foram constituída sob o BSC 1.0, devem incrementar a perspectivas Sócio Ambiental à sua estratégia aceleradamente sob o risco de falharem enquanto Empresa, ONG ou país, diante dos desafios em áreas de aplicação e regulamentos que abrangem todos os atores, portanto, exigem que atuem de forma sincronizada, o que elimina a linha ténue entre eles, uma que a visão e missão que os une é a mesma.

Principais áreas de aplicação do gerenciamento do desempenho:

Gestão de Processos de Negócio [BPM]
Gestão da Performance Corporativa [CPM]
Gestão dos Ativos Empresariais [EAM]
Gestão do Conteúdo Empresarial [ECM]
Gestão da Qualidade Empresarial [EQM]
Gestão do Meio-Ambiente, Saúde e Segurança [EHSM]
Gestão de Governança, Riscos e Regulamentos [GRC]
Gestão do Desenvolvimento Humano [HDM]
Gestão de Serviços de TI [ITSM]
Gestão do Ciclo de Vida do Produto [PLM]
Gestão de Projetos e Portfolios [PPM]
Gestão de Riscos Corporativos [ERM]
Gestão da Qualidade da Manutenção [MQM]

Principais regulamentos atendidos:

ISO 9000
ISO13485
ISO 14000
ISO 31000
OHSAS 18000
ISO/TS 16949
FDA 21 CFR Part 11
FDA 21 CFR Part 820
ISO 22000 (HACCP)
ISO/IEC 17025
SOX
AS/NZS 4360
BSC 3.0
PMBOK
JCAHO
ISO 20000 (ITIL)
COBIT
CMMI e muitos outros.

ISO 26000 (3.0), seja bem vinda!


Sustentabilidade significa múltiplas, dinâmicas e compativeis atividades visando a prosperidade.

Vamos inovar e avançar.

O proximo passo é um grafico 3d que inclua a perspectiva - distribuição de renda - e insira esta na perspectiva estrategica de todos atores sociais. Decisão fundamental para reverter a ciclotimia populacional negativa em andamento;
Não nos referimos apenas ao Bolsa Familia Global, mas a novos instrumentos que considerem solução para os bolsões de pobreza nos "paises desenvolvidos".

Vamos inovar e avançar.



O proximo passo é um grafico 3d que inclua a perspectiva - distribuição de renda - e insira esta na perspectiva estrategica de todos atores sociais. 


Decisão fundamental para reverter a ciclotimia populacional negativa em andamento;

Não nos referimos apenas ao Bolsa Familia Global, mas a novos instrumentos que considerem solução para os bolsões de pobreza nos "paises 



desenvolvidos".